quinta-feira, 27 de junho de 2013

MANIFESTAÇÕES PELO BRASIL.

  http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/06/26/interna_cidadesdf,373568/ao-vivo-manifestantes-chegam-no-eixao-sul-e-gritam-palavras-de-ordem.shtml

MANIFESTAÇÕES PELO BRASIL
orreiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/06/26/interna_cidadesdf,373568/ao-vivo-manifestantes-chegam-no-eixao-sul-e-gritam-palavras-de-ordem.shtml

Neste momento, o clima é de paz em frente ao Congreso Nacional. Segundo a Polícia Militar, 2 mil manifestantes estão no local.
quarta 26 de junho de 2013 17:58 

Alguns manifestantes provocam policiais no gramado do Congresso Nacional e jogam água nos oficiais. Líderes do movimento Ocupa Brasília pediram que eles parassem. Agora, o clima é de paz no local.
quarta 26 de junho de 2013 17:59 

Grande parte dos manifestantes sobe o Eixo Monumental em direção à Rodoviária e pode seguir para o Eixão.
quarta 26 de junho de 2013 18:00 

Crédito: Ed Alves/CB/D.A.Press
quarta 26 de junho de 2013 18:00 

Manifestantes chutam bolas colocadas no início da manhã em direção ao centro do poder brasileiro, para pedir atenção às recentes manifestações.
quarta 26 de junho de 2013 18:04 

Crédito: Ana Pompeu/CB/D.A.Press
quarta 26 de junho de 2013 18:06 

Manifestantes seguem para o Eixão Sul
quarta 26 de junho de 2013 18:06 

Manifestantes chegam no Eixão Sul gritando palavras de ordem.
quarta 26 de junho de 2013 18:08 

Confira a galeria de fotos da manifestação desta quarta-feira (26/6).
quarta 26 de junho de 2013 18:12 

Manifestantes ocupam todas as faixas do Eixo Rodoviário Sul, na saída do Buraco do Tatu. O trânsito foi bloqueado no Eixão Sul.
quarta 26 de junho de 2013 18:14 

Manifestantes fecham totalmente a rua próxima ao Setor Comercial Sul, ao lado do Conic, impedindo os carros de passar. Um dos motoristas tentou desviar pelo canteiro central e foi obrigado a voltar para a via pelos manifestantes.
quarta 26 de junho de 2013 18:20 

quarta 26 de junho de 2013 18:21 

Crédito: Ana Pompeu
quarta 26 de junho de 2013 18:21 

Após serem xingados por manifestantes, polícia começa a recolher vinagre das mochilas.
quarta 26 de junho de 2013 18:21 

Parte dos manifestantes volta para a Esplanada.
quarta 26 de junho de 2013 18:22 

Manifestantes passam pela plataforma inferior da Rodoviária e vão em direção ao Estádio Nacional de Brasília, pelo Eixo Monumental.
quarta 26 de junho de 2013 18:30 

Crédito: Kelly Almeida
quarta 26 de junho de 2013 18:32 

Manifestação em frente ao Congresso Nacional - Crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press
quarta 26 de junho de 2013 18:32 

Crédito: Viola Júior/CB/D.A.Press
quarta 26 de junho de 2013 18:36 
Fábio:  
parabéns pela cobertura da reportagem. Que Deus vos guardem
quarta 26 de junho de 2013 18:37 

Manifestantes reinvidicam o fim da corrupção, a saída de Renan Calheiros da presidência do Senado, e reformas políticas e tributárias
quarta 26 de junho de 2013 18:37 
Fernando:  
Parabéns ao correioweb pela cobertura, nota 10.
quarta 26 de junho de 2013 18:39 
bruno andré:  
vai brasil
quarta 26 de junho de 2013 18:39 
Guest:  
parabens. pra gente... debrasilia
quarta 26 de junho de 2013 18:39 
GUILHERME KAUFFMANN:  
EU QUERO É VER MUDANÇAS! E AGORA!
quarta 26 de junho de 2013 18:40 
Eduardo:  
Parabens pela cobertura.....Todo mundo tenta mais soh o correio arrebenta!!!
quarta 26 de junho de 2013 18:40 
adriano do vale do amanheçer planaltina..:  
parabens brasil brasilia...
quarta 26 de junho de 2013 18:41 
Guest:  
Pra frente Brasil...
quarta 26 de junho de 2013 18:41 
Silva:  
Polícia fazendo um ótimo trabalho de revista. Muito bom! Não aos Vândalos!
quarta 26 de junho de 2013 18:41 

Manifestantes pretendem fazer um abraço simbólico no Estádio Nacional de Brasília.
quarta 26 de junho de 2013 18:42 
zé:  
ei polícia...vinagre é uma delícia
quarta 26 de junho de 2013 18:43 
JOHNATA SPINDOLA:  
NÃO AO ATO MÉDICO.
quarta 26 de junho de 2013 18:43 
adriano do vale do amanheçer planaltina..:  
ao vivo q bom em..e so aqui no correio..
quarta 26 de junho de 2013 18:43 
Guest:  
Eu estava lá, mas precisei vir trabalhar! #nãovamosparar #OcupaBrasília #NAOAOATOMEDICO #NÃOAOATOMÉDICO
quarta 26 de junho de 2013 18:43 
Aristobolo:  
Parabéns pela grande cobertura!
quarta 26 de junho de 2013 18:43 
Thiago:  
Alguém sabe informar o numero de manifestantes ?
quarta 26 de junho de 2013 18:43 
manuela:  
A cobertura da manifestação está otima!!!!
quarta 26 de junho de 2013 18:43 
Giovani:  
A rodoviária está tumultuada???
quarta 26 de junho de 2013 18:44 
Paula:  
Essa PM vai levar processo... portar vinagre não é crime...
quarta 26 de junho de 2013 18:44 

Pelo menos quatro policiais estão infiltrados e sem uniforme entre os manifestantes para identificar qualquer tipo de tentativa de vandalismo.
quarta 26 de junho de 2013 18:45 

Os manifestantes fecharam uma das vias de acesso do Eixo Monumental, da W3 sul ao Eixo W, com cones da própria Polícia Militar. Em seguida, um ônibus e um carro ficaram parados na saída, impedidos de passar. Um grupo chegou a cercar o ônibus, mas os manifestantes começaram a gritar "Sem vandalismo". A motorista que estava no carro da frente não se identificou, mas disse estar muito aflita, que era médica e precisava chegar no plantão. Um policial chutou os cones para dar passagem à mulher e ao ônibus.
quarta 26 de junho de 2013 18:46 

Manifestantes passam pela Torre de TV e estão na S1, via do Eixo Monumental que segue em direção à Esplanada. Os manifestantes
caminham pela contramão. Há uma barreira de carros da polícia no semáforo na altura da Funarte.
quarta 26 de junho de 2013 18:49 

Manifestantes pegam a via N1, sentido oposto do Eixo Monumental, para evitar a barreira de carros da polícia.
quarta 26 de junho de 2013 18:50 

Crédito: Kelly Almeida
quarta 26 de junho de 2013 18:51 

Balanço: Duas pessoas já foram presas até agora, no Museu da República. Uma portando maconha e outra com facões, canivetes e máscaras. Segundo a PM, por volta das 18h, horário considerado o auge do protesto, 1500 pessoas estavam
na Esplanada. No momento, aproximadamente 500 manifestantes se dirigem ao Estádio Nacional. No Congresso, 3.100 policiais
militares fazem a segurança.
quarta 26 de junho de 2013 18:53 
Flávia:  
Em Brasília, espero que dessa vez os vândalos não tenham ação e a manifestação siga pacífica.
quarta 26 de junho de 2013 18:55 
Guest:  
Em BH os vândalos estão acabando com a cidade enquanto a polícia só pensa em proteger o estádio Mineirão.
quarta 26 de junho de 2013 18:56 
jose gomes:  
VAMOS MANIFESTAR EM PAZ GENTE,NÓS PRECISAMOS DE PAZ E NÃO DE GUERRA,ESSA VIDA JÁ ESTÁ TÃO VIOLENTA,VAMOS SER E FAZER A PAZ!!!
quarta 26 de junho de 2013 18:56 
Leonardo:  
Parabéns, vcs estão provocando mudanças profundas na nossa querida Nação onde os políticos não nos representam!
quarta 26 de junho de 2013 18:56 

Manifestantes chegam ao estacionamento em frente ao Estádio Nacional. A polícia tenta cercá-los, mas não consegue. O clima está um pouco tenso.
quarta 26 de junho de 2013 18:57 

Um grupo de 50 manifestantes fecha a entrada da W3 Sul. Eles estão sentados e carros passam no outro sentido buzinando em apoio.
quarta 26 de junho de 2013 19:00 

Crédito: Saulo Araújo
quarta 26 de junho de 2013 19:01 

Engarrafamento começa a se formar nos dois sentidos da via W3.
quarta 26 de junho de 2013 19:02 

Uma faixa está liberada em cada sentido da W3, mas o engarrafamento é muito grande.
quarta 26 de junho de 2013 19:03 

Manifestantes abraçam o Estádio Nacional e prometem fazer um minuto de silêncio pelos manifestantes que perderam a vida nos protestos.
quarta 26 de junho de 2013 19:04 

Crédito: Saulo Araújo/CB
quarta 26 de junho de 2013 19:05 

Quatro carros da Polícia Militar chegam na via W3 para controlar o trânsito.
quarta 26 de junho de 2013 19:07 

Crédito: Kelly Almeida/CB
quarta 26 de junho de 2013 19:08 

Manifestantes fazem abraço simbólico no Estádio Nacional de Brasília e seguem em direção ao Congresso Nacional
quarta 26 de junho de 2013 19:09 

A W3 Sul está bloqueada. Polícia desvia trânsito para o acesso dos ministérios.
quarta 26 de junho de 2013 19:11 
Silva:  
Agora que o jogo da seleção brasileira terminou, os manifestantes contra a Copa que estavam torcendo pela seleção devem descer pra manifestação.
quarta 26 de junho de 2013 19:12 
Alan:  
Parabens NAÇAO, é isso ae, pela primeira vez em anos as coisas tão mudando, 3 vitorias ja conquistadas das quais a rejeiçao da pec 37 e a aprovacao da corrupcao como crime hediondo !!! POREM nao acabou, é soo começo das mudanças, a lita nao acaba aqui, nao acaba nunca até todas as verdadeiras reformas politicas, até o Brasil ser um páis de educacao noa, de saude boa, um páis que se importa com seu povo independente da sua classe, um páis que de orgulho nao pelo seu futebol somente. Lembrando uma frase que ja foi mt citada " Nao adianta sair as ruas que nem leões e votar que nem jumento " !!! É verdade indignaçao temque parar na urna e essas urnas eletronicas podem apresentar fraude, por isso a importancia de exigir uma fiscalizaçao pra eles nao manipularem os votos ao favor deles !!! eles = os curruptos !!!
quarta 26 de junho de 2013 19:12 
Michele:  
correioweb parabéns...postem mais fotos, por favor
quarta 26 de junho de 2013 19:12 

Um pequeno desentendimento foi registrado entre os manifestantes. Um grupo reclamava do outro por causa do abraço simbólico, mas todos chegaram a um consenso e seguem para o Congresso Nacional, pela via N1, no Eixo Monumental.
quarta 26 de junho de 2013 19:12 

Crédito: Kelly Almeida/CB
quarta 26 de junho de 2013 19:14 

Manifestantes jogam o primeiro morteiro em direção aos policiais, que não reagiram. As pessoas começaram a gritar "Sem violência".
quarta 26 de junho de 2013 19:18 

Quando jogaram o morteiro, muitos manifestantes sentaram em protesto.
quarta 26 de junho de 2013 19:18 

Um motociclista do BPTrans se acidentou no Eixo Monumental, próximo à Torre de TV e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros. Os manifestantes cercaram o local do acidente e gritaram "Leva para o Estádio".
quarta 26 de junho de 2013 19:25 

Um grupo de manifestantes hostilizou duas jovens que teriam identificado os autores dos morteiros para a polícia.
quarta 26 de junho de 2013 19:27 

Parte dos manifestantes invade o espelho d'água em frente ao Congresso Nacional.
quarta 26 de junho de 2013 19:38 

Um manifestante com um megafone chama a multidão para pular na água.
 
quarta 26 de junho de 2013 19:40 

Crédito: Monique Renne/CB/D.A Press
quarta 26 de junho de 2013 19:41 

Crédito: Monique Renne/CB/D.A Press
quarta 26 de junho de 2013 19:42 
Eduardo:  
Faça amor..não faça guerra!!!Brasil mudando sua cara!!!
quarta 26 de junho de 2013 19:43 

Crédito: Monique Renne/CB/D.A Press
quarta 26 de junho de 2013 19:43 
igor:  
Agora e hora de mudar o nosso brasil ! Vamos lutar tambem por um salário mínimo digno porque os governantes aprovaram até bolsa auxilo de R $ 2,000 para as profissionais do sexo
quarta 26 de junho de 2013 19:43 
jefersin:  
Cadê a Dilma, vem falar com povo.
quarta 26 de junho de 2013 19:43 


O acidente com o motociclista do BPTran ocorreu por volta das 19h, quando o motorista que o atingiusaiu pelo Eixo Monumental. Ao avistar a multidão, ele foi orientado por policiais do BPTRan a dar marcha ré com para tentar acessar a outra via. Nessa hora, atropelou o cabo Rodolpho, do BPTRan. "O policial que acabei atropelando foi um dos que me pediu para eu dar ré", afirmou o motorista.
quarta 26 de junho de 2013 19:47 

Uma mulher chegou em frente ao Congresso de biquíni e com o rosto tampado. Na barriga da mulher está escrito "Change Brazil"
quarta 26 de junho de 2013 19:50 

Crédito: Ariadne Sakkis/CB/D.A Press
quarta 26 de junho de 2013 20:00 

Polícia reforma a segurança no Palácio do Buriti
quarta 26 de junho de 2013 20:04 

Manifestantes que estão na frente do Congresso pegaram um homem que estava com um rojão na mão e o ameaçaram. Algumas pessoas pediram para ele ir embora e gritavam "Sem violência".
quarta 26 de junho de 2013 20:07 

Aproximadamente 5 mil pessoas estão em frente ao Congresso Nacional, segundo a Polícia Militar.
quarta 26 de junho de 2013 20:10 

A todo o momento, mais manifestantes chegam ao Congresso.
quarta 26 de junho de 2013 20:12 

Mais cedo, a polícia apreendeu vários facões na revista feita próximo ao Museu Nacional
quarta 26 de junho de 2013 20:14 
Giselly:  
Isso mesmo sem vandalismo...queremos mudar o Brasil!!!
quarta 26 de junho de 2013 20:14 
Ricardo:  
Brasil agora tem que se voltar CONTRA a PEC 33!!!
quarta 26 de junho de 2013 20:14 
wbr:  
As manifestações já estão surtindo efeito! Temos que continuar lutando!!
quarta 26 de junho de 2013 20:14 

Crédito: Correio Braziliense
quarta 26 de junho de 2013 20:14 

Crédito: Correio Braziliense
quarta 26 de junho de 2013 20:16 

Dois rojões foram jogados na barreira policial ao lado da Câmara dos Deputados. Os manifestantes repreenderam os vândalos e os obrigaram a se retirarem do protesto.
quarta 26 de junho de 2013 20:19 

A Cavalaria da Polícia Militar reforça a segurança nas laterais do Congresso Nacional.
quarta 26 de junho de 2013 20:20 

Manifestantes começam a se dispersar no Congresso Nacional. Muitos já estão sentados e não gritam palavras de ordem.
quarta 26 de junho de 2013 20:52 

Segundo o comandante de operações da PM, José Matias, estão sendo contabilizadas quatro pessoas por metro quadrado. A PM não espera aumento no número de manifestantes na noite de hoje.
quarta 26 de junho de 2013 20:53 
Renan Marques:  
todos temos q manifesta quando o assunto é melhoria pra nossa cidade e nosso pais. força e garra conseguiremos mudar a historia desse pais q é tao grande, rico e maravilhoso
quarta 26 de junho de 2013 20:54 
aquino:  
Agora tem que cobrar a desmilitarização. ..
quarta 26 de junho de 2013 20:54 
Liana:  
E a favor da PEC 207! Autonomia para a Defensoria
quarta 26 de junho de 2013 20:54 

Pelo menos 232 bombeiros foram escalados para as manifestações de hoje, com 23 viaturas e 3 carros de combate a incêndio.
quarta 26 de junho de 2013 20:55 

A Polícia Militar jogou spray de pimenta contra manifestantes que estavam no Espelho d’ Água. O pessoal ficou nervoso. Há um grupo de manifestantes aparentemente embriagados jogando bombas nos policiais militares.
quarta 26 de junho de 2013 21:01 
Flávia:  
Derrubamos a PEC 37, agora precisamos fazer cair por terra a PEC 33. A luta continua!!
quarta 26 de junho de 2013 21:08 
Layla:  
Os brasileiros preferem o futebol... estava muito vazio....
quarta 26 de junho de 2013 21:08 
J. Neto:  
Muita gente chegando!!
quarta 26 de junho de 2013 21:09 

Tropa de policiais que estava no Palácio do Buriti já saiu do local e segue para a rodoviária.
quarta 26 de junho de 2013 21:09 
RCM:  
Layla, você precisa lembrar da paralisação dos rodoviários que ocorreu meio-dia.
quarta 26 de junho de 2013 21:10 
Tiago:  
Cerca de quantos manifestantes seguem em direção à Esplanada?
quarta 26 de junho de 2013 21:10 
Deborah:  
Quantas pessoas em média estão presentes?
quarta 26 de junho de 2013 21:11 

Deborah e Tiago, cerca de 5 mil até a última contagem da PM; mas agora eles estão se dispersando.
quarta 26 de junho de 2013 21:11 

Parte dos manifestantes está jogando bombas e garrafas de água contra os policiais militares. Também foram arremessados rojões contra a tropa.
quarta 26 de junho de 2013 21:13 

A PM revidou com bombas de efeito sonoro para dispersar a confusão.
quarta 26 de junho de 2013 21:14 

"O saldo da operação é positivo até agora. Apesar de alguns que vieram para chamar atenção, só foram registradas duas prisões até agora. O momento crítico é na volta da rodoviária. Lá, o transporte público deve funcionar normalmente para que não haja aglomeração", diz o comandante de operações da PM, José Matias.
quarta 26 de junho de 2013 21:16 

Polícia revida com bombas de gás lacrimogêneo.
quarta 26 de junho de 2013 21:16 

Clima é de tensão próximo ao Congresso Nacional.
quarta 26 de junho de 2013 21:17 

O gramado foi esvaziado.
quarta 26 de junho de 2013 21:17 

Parte do grupo segue para o Palácio do Itamaraty.
quarta 26 de junho de 2013 21:17 

Bombas dispersam manifestantes perto do Congresso.
quarta 26 de junho de 2013 21:26 

Breno Fortes/CB/D.A Press

Manifestação que começou pacífica teve ação de vândalos na noite desta quarta-feira (26/6), no gramado do Congresso Nacional, em Brasília
quarta 26 de junho de 2013 21:28 

Um policial militar ficou ferido ao ser atingido por um rojão.
quarta 26 de junho de 2013 21:28 
simone:  
Que pena que acabou assim
quarta 26 de junho de 2013 21:29 
Carla:  
pms controla vandulas
quarta 26 de junho de 2013 21:29 

Muitos manifestantes estão com rostos cobertos e colocam fogo no gramado em frente ao Congresso Nacional.
quarta 26 de junho de 2013 21:31 

Crédito da foto: Breno Fortes/CB/D.A Press

Policiais militares soltam cerca de 8 bombas de efeito moral para dispersar parte dos manifestantes que cometeram atos de vandalismo.
quarta 26 de junho de 2013 21:32 
wilna:  
Não querem protestar, mas vandalizar!
quarta 26 de junho de 2013 21:33 
Luiz:  
não deixem os vandalos agirem
quarta 26 de junho de 2013 21:33 

Crédito da foto: Breno Fortes/CB/D.A Press

Tropa de Choque da PM desceu a rampa do Congresso e solta bombas de efeito moral contra vândalos.
quarta 26 de junho de 2013 21:35 

Cerca de seis viaturas da polícia protegem o Ministério da Saúde.
quarta 26 de junho de 2013 21:36 

Manifestantes se dispersam novamente e desocupam o gramado.
quarta 26 de junho de 2013 21:36 

Foto: Correio Braziliense.

Manifestantes fazem fogueira no gramado do Congresso Nacional.
quarta 26 de junho de 2013 21:38 

Tropa de Choque da PM faz prisões
quarta 26 de junho de 2013 21:38 

A polícia avançou com viaturas pela via S1 depois de jogar mais uma série de bombas. Os carros foram estacionados em fila na altura do Ministério da Previdência.
quarta 26 de junho de 2013 21:40 

Policiais desceram dos carros avançando contra a manifestação. Pelo menos uma pessoa foi presa. Vândalos jogaram muitas latas e muitas garrafas nos carros.
quarta 26 de junho de 2013 21:41 

PM prepara armas com balas de borracha.
quarta 26 de junho de 2013 21:41 

A Tropa de Choque entrou com viaturas no meio do gramado do Congresso. Manifestantes foram dispersados.
quarta 26 de junho de 2013 21:43 
simone:  
tem que prender mesmo, os vândalos prejudicam o movimento, assim muitas famílias ficam com medo de participar.
quarta 26 de junho de 2013 21:43 
simone:  
eles não podem participar desse movimento tão bonito, assim não dá
quarta 26 de junho de 2013 21:43 

Crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press

Polícia prende manifestante após confusão no gramado do Congresso Nacional.
quarta 26 de junho de 2013 21:46 
Andre:  
Palhaçada desses moloques chamados de vândalos... Que a polícia prenda a maior quantidade deles pra servir de exemplo para o Brasil. #ForaVaâdalos
quarta 26 de junho de 2013 21:47 
Lu : 

Afinal, foi na manifestação de segunda-feira q eu fiquei assim.
quarta 26 de junho de 2013 21:47 

Manifestantes seguem em direção ao Museu Nacional.
quarta 26 de junho de 2013 21:53 
Adriano Brito:  
Esses Pebas Acabam com o nosso movimento. Prendem eles PM'S
quarta 26 de junho de 2013 21:55 
sonia:  
Esses são baderneiros e arruaçeiros, e tem que ser tratados como bandidos e não como manifestantes!!!!!!!!!!
quarta 26 de junho de 2013 21:56 
claudio:  
Estive em algumas manifestações a PM conhece os baderneiros de plantão, mas faz questão de lançar bomba aleatórias nas pessoas.
quarta 26 de junho de 2013 21:56 
Ana:  
Alguém me disse que os manifestantes pacíficos na Argentina sentavam-se no chão, sempre que outras pessoas começavam com a violência - separando-se delas e facilitando a ação policial contra as que só queriam depredar. Deveriam fazer a mesma coisa no Brasil.
quarta 26 de junho de 2013 21:56 

Mais duas pessoas foram detidas por desacato.
quarta 26 de junho de 2013 21:56 

Segundo Zilfrank, tenente-coronel da Polícia Militar, após a primeira grande carga de gás lacrimogênio lançada contra a manifestação, "as pessoas de bem foram embora e só ficaram os vândalos". Ainda segundo o coronel, as prisões que ocorreram quando as viaturas entraram no gramado do Congresso não foram aleatórias.
quarta 26 de junho de 2013 21:58 

Cavalaria da Polícia Militar sobe a Esplanada dos Ministérios em direção à rodoviária para evitar ação de vândalos.
quarta 26 de junho de 2013 22:00 

Pelo menos 5 carros da Rotam andam com viaturas no gramado em alta velocidade para dispersar manifestantes.
quarta 26 de junho de 2013 22:00 

Pequeno grupo de pessoas continua no gramado do Congresso Nacional.
quarta 26 de junho de 2013 22:04 

Em frente à Catedral Metropolitana, mais uma pessoa foi presa pela PM com uma pedra.
quarta 26 de junho de 2013 22:06 
claudio:  
Querem atropelar o cidadão de bem!! Lastimável. Cadê os 600 pm infiltrados para localizar os vândalos.
quarta 26 de junho de 2013 22:07 
claudio:  
É nítido o despreparo da PM em toda manifestação. Querem enfraquecer o movimento.
quarta 26 de junho de 2013 22:07 

Foto: Breno Fortes/CB/D.A Press

Manifestante preso nesta quarta-feira.
quarta 26 de junho de 2013 22:13 

Foto: Saulo Araújo/CB/D.A Press

Bruno Roberto Brito, de 34 anos, diz que foi agredido pela PM durante a confusão.
quarta 26 de junho de 2013 22:15 
simone:  
O pior é que assim, quem não é baderneiro também leva, eu estava no dia 20 e levei, mas isso não vai me desanimar, espero que muitos desses idiotas fiquem presos.
quarta 26 de junho de 2013 22:16 
Izabel:  
Tinha praticamente um policial para cada manifestante, já que a PM disse que iriam mais de 4 mil homens para lá, e tá dando essa confusão toda. Imagina se tivesse ido as 50 mil pessoas esperadas. A Esplanada já teria virado cenário de guerra.
quarta 26 de junho de 2013 22:16 


Balanço da PM até o momento: pelo menos 10 presos, dois policiais feridos, sendo um por bomba e outro por uma garrafa.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Quinta-feira, 13 de junho de 2013 às 13:59 Ministro do Esporte fala sobre a preparação do Brasil para Copa das Confederações.

Quinta-feira, 13 de junho de 2013 às 13:59

Ministro do Esporte fala sobre a preparação do Brasil para Copa das Confederações

O ministro destacou a sustentabilidade dos projetos dos estádios. Foto: Elza Fiúza/ABr
O ministro destacou a sustentabilidade dos projetos dos estádios. Foto: Elza Fiúza/ABr
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, enfatizou, no programa Bom Dia, Ministro, nesta quinta-feira (13), os legados físicos e imateriais que serão deixados pela preparação do país para receber a Copa do Mundo, em 2014. No próximo sábado, a Copa das Confederações começa em Brasília, com a partida entre Brasil e Japão, no estádio Mané Garrincha.
“Já podemos dizer que, a partir da preparação do Brasil para a Copa do Mundo, há um legado na geração de empregos, de renda, no fluxo de turistas para nossas sedes. Com a Copa, elas passam a ser mais conhecidas. A imprensa internacional, revistas, jornais e rádios passam a visitar e a divulgar o país. Isso sem contar com os estádios, com engenharia avançada, sustentabilidade, aproveitamento de energia e água da chuva. (…) Da afirmação do Brasil não apenas do ponto de vista material, como os estádios, aeroportos, equipamentos de segurança, mas um momento privilegiado para o Brasil mostrar ao mundo um projeto civilizatório, tolerante, que não cultiva o ódio”, afirmou.

Maluf terá de devolver US$ 28 milhões à Prefeitura de São Paulo.



Corte de Jersey constatou que as empresas ligadas à família do ex-prefeito teriam sido usadas para desviar dinheiro de obras públicas na capital paulista

iG São Paulo |
A Corte de Jersey anunciou que empresas offshores ligadas ao ex-prefeito Paulo Maluf terão de devolver aos cofres públicos do município de São Paulo US$ 28,3 milhões (R$ 57,7 milhões), além de pagar nove anos de custos com advogados no processo que ainda tramita no paraíso fiscal. A avaliação da prefeitura é de que, só com advogados, o custo chegou a US$ 4,5 milhões nesse período.
Procurador: Repatriação de dólares de caso Maluf vai demorar
Leia mais: Maluf é condenado a devolver R$ 21 milhões aos cofres públicos

Futura Press
Maluf foi condenado a devolver dinheiro desviado da Prefeitura de São Paulo
Em novembro, a Corte constatou que as empresas ligadas à família Maluf haviam sido usadas pelo ex-prefeito para desviar dinheiro de obras públicas em São Paulo, entre elas a obra da Avenida Águas Espraiadas nos anos 90.  Maluf negou ter conta na Ilha de Jersey e afirmou, na época da condenação , que a ação não tem embasamento legal, uma vez que a obra não foi feita pela prefeitura, mas sim pela Emurb (empresa pública de urbanização vinculada à Prefeitura de São Paulo).
Faltava definir o valor, que originalmente foi calculado em US$ 10 milhões. Com juros e correções, além das multas, Maluf terá de devolver US$ 28 milhões, além de US$ 4,5 milhões dos custos dos advogados. As empresas já recorreram e uma decisão final deve sair em março.
Cálculo original da Procuradoria do Município mostra que o valor seria entre US$ 22 milhões e US$ 32 milhões.
Poder Online: Malufismo é varrido da Câmara Municipal de São Paulo
Leia também: Juíza decide que Maluf fica na lista de mais procurados da Interpol
Defesa:  Advogados admitem que Maluf tem dinheiro em ilha
"Paulo Maluf era parte da fraude na medida em que, pelo menos no decorrer de janeiro e fevereiro de 1998, ele ou outras pessoas em seu nome receberam ou foram creditadas no Brasil com uma série de 15 pagamentos secretos", concluiu a Corte.
O valor que voltará para a prefeitura está bloqueado em Jersey, sendo que parte importante é composta por ações da Eucatex - empresa da família Maluf.
Através de duas empresas fundadas e administradas pela família, Maluf e Flávio, seu filho, foram os beneficiados do desvio de cerca de 20% da verba destinada à construção da atual avenida jornalista Roberto Marinho. Com notas fiscais frias, a prefeitura pagou US$ 10,5 milhões a mais para a construtora Mendes Júnior. Esse dinheiro foi repassado a subcontratados e, depois, transferido a Nova York. De lá, o dinheiro cruzou o Atlântico para ser depositado em nome de duas empresas offshore dos Maluf em Jersey.
Com Agência Estado

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Escravidão no Brasil.

http://reporterbrasil.org.br/2013/05/dez-anos-de-escravidao-e-uma-vida-sob-trabalho-forcado/
21/05/2013 - 14:31

Dez anos de escravidão: e uma vida sob trabalho forçado

Homem esteve preso a condições degradantes durante quase uma década. Flagrado com armas e acusado de ameaças, fazendeiro nega superexploração
Por Guilherme Zocchio | Categoria(s): Notícias
Durante quase 10 de seus 49 anos de vida, Joaquim Eduardo* permaneceu alojado nos fundos de uma propriedade rural, em Dourados, no Mato Grosso do Sul (MS). Isolado, ele não dispunha, por lá, de água potável ou qualquer outra forma de abastecimento. Para matar a sede, tomar banho ou realizar necessidades, nesse período, deveria caminhar até um açude próximo, desde que o poço caipira que cavara quando começou a trabalhar no local, no final de 2003, secou. Os mantimentos, a cada dez ou quinze dias, eram trazidos pelo empregador, dono de três fazendas no distrito de Itahum. Basicamente, arroz, macarrão, um pouco de carne e feijão compunham a dieta do trabalhador.
Janela na cozinha de alojamento que era usado como residência (Fotos: MPT)
Janela na cozinha de alojamento que, segundo inspeção, era usado como residência (Fotos: MPT)
Fiscais do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), junto de agentes da Polícia Federal (PF) e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF-MS) verificaram a situação à qual viveu submetido o trabalhador, de novembro de 2003 até o último dia 23 de abril. Após uma denúncia anônima, ele foi resgatado. “Recebemos a denúncia no mesmo dia. Ficamos preocupados com o teor, e, logo à tarde, já estávamos na região para apurar o ocorrido”, explica o procurador do MPT Jeferson Pereira.
Em condições análogas às de um escravo, conforme constatou a fiscalização, Joaquim havia sido contratado para trabalhar como capataz de Paulo Afonso Lima Lange, pecuarista dono de 1.500 cabeças de gado, empresário criador de cavalos da raça crioulo e proprietário de um conjunto de três fazendas na região que carregam a alcunha de São Lourenço. Era o único empregado registrado no empreendimento, de acordo com os fiscais. A promessa original que recebera era a de condições dignas de serviço e um salário mínimo, capaz de ajudar no sustento da família, esposa e duas crianças que nasceram no decorrer desses quase dez anos de escravidão. Mesmo com carteira assinada e o recolhimento regular para o FGTS, sua remuneração, porém, mal passava de R$300,00 mensais.
“Apesar de ter sido contratado e estar registrado como capataz, ele fazia de tudo um pouco. Cuidava do gado, batia e preparava a ração dos animais”, descreve a auditora fiscal do MTE que participou da fiscalização, Patrícia Verdini. Segundo ela apurou, além de estar sujeito a um ambiente degradante e alojado em local que caracterizava isolamento geográfico, Joaquim cumpria jornadas que se estendiam por períodos superiores a 12 horas diárias e não recebia os devidos equipamentos para a sua proteção durante o serviço, os chamados EPIs.
“Eu cuidava das três fazendas. Fazia a cerca, mexia com o trator. Fazia de tudo. Era o único peão. Pegava de madrugada e ia até oito horas da noite. Direto, direto, direto. Sem feriado. E até de Sexta-feira Santa”, lembra o trabalhador sobre as circunstâncias de seu serviço, em entrevista à Repórter Brasil.
Recipiente armazena água que era retirada de um açude próximo
Recipiente armazena água que era retirada de um açude próximo
Pela jornada de serviço excessiva, que não lhe permitia o zelo necessário à família, e ausência de condições dignas de habitação e higiene, Joaquim perdeu, depois de três anos na fazenda, a guarda das duas filhas, que passaram, por sua vez, a morar com a avó em Dourados. A esposa, igualmente sujeita à situação degradante, desenvolveu problemas psicológicos e, pela relação turbulenta e problemática que os dois começaram a levar, também deixou o local. “Sete anos passei sem ver minha mulher e meus filhos. E chorava de desgosto. Ficava sem ninguém, sem ter os filhos, sem ter água, sem ter nada”, conta o trabalhador. Os únicos contatos que tinha, conforme explica, eram com seu empregador ou com um “rapazinho” que dizia vim lhe visitar com alguma regularidade. “Só tinha contato com o patrão. Nem com o vigia ele deixava conversar. De vez em quando, conversava com um ‘rapazinho’ que morava lá perto”.
“Ele era encarregado de serviços gerais e contratado como capataz, mas não tinha como exercer essa função”, justifica, por um lado, o fazendeiro. Paulo Afonso alega que Joaquim sofria de alcoolismo. Por outro lado, o pecuarista afirma, então, que tentou aproximar o trabalhador de sua família, como modo de ajudá-lo a superar o problema com a bebida. “A gente foi tentando melhorar a cabeça do indivíduo, porque ele era meu funcionário. Você vai levando, tenta levar o rapaz para um bom caminho, mas tem gente que não se ajuda”, diz.
Armas e ameaças
De acordo com os fiscais, no entanto, foi possível constatar várias situações em que houve algum tipo de ameaça do latifundiário sobre Joaquim. “Não eram raras as vezes em que o empregador dizia que para matar ele [o trabalhador] e um boi era a mesma coisa”, aponta a auditora do MTE Patrícia Verdini. Na ocasião do flagrante de trabalho escravo, os agentes da Polícia Federal ainda encontraram uma pistola calibre 357, uma espingarda calibre 32, seis tipos de munição diferente e o silenciador de um revólver, todos os materiais sob posse do pecuarista, que não dispunha de autorização judicial para tê-los.
Interior da casa onde Joaquim viveu
Interior da casa onde a fiscalização constatou que Joaquim viveu durante seus anos de escravidão
Paulo Afonso foi preso por porte ilegal de armas na oportunidade da inspeção trabalhista. Dois dias depois, conseguiu liberdade provisória, mediante o pagamento de fiança de oito salários mínimos. No momento em que conversou com a Repórter Brasil já estava em liberdade. As munições e os outros armamentos permanecem apreendidos pelo DOF-MS.
O fazendeiro costumava caminhar armado e dar tiros para o alto enquanto estava na área de suas propriedades, segundo verificou a fiscalização. Para o Procurador Jeferson Pereira, as ameaças e o fato de o empregador andar com armas à mão provocavam em Joaquim “um temor reverencial pelo proprietário”. “Ele se sentia coagido a continuar trabalhando para o produtor rural. O trabalhador ficava com medo de abandonar o serviço, porque havia coação moral pela presença ostensiva de armas na fazenda”, define. Essa situação pode caracterizar o quadro de “trabalho forçado”, uma das tipificações de trabalho escravo contemporâneo prevista no Artigo 149 do Código Penal.
“De vez em quando ele falava: você não pode sair de mim, não vai embora não”, relembra Joaquim das vezes em que perguntou a seu patrão a respeito de uma possível mudança de emprego. O resgatado também expõe que, sem importar hora, data ou local, sentia-se constantemente vigiado. “Ele sabia todos os meus passos. O telefone tocava dia e noite, atrás de mim. Nunca cheguei a procurar outro trabalho. Eu tinha medo de sair”, conta. Questionado por esta reportagem se nunca sentiu vontade ou se alguma vez tentou fugir da fazenda, ele responde: “cheguei”. “Mas tinha medo de ele [o pecuarista] fazer alguma coisa comigo lá no fundo da fazenda. Então pensei: quem sabe deus ajuda. E resolvi ficar”.
Por sua vez, o empregador alega que uma vez tentou despedir seu empregado e, nas suas palavras, reitera que Joaquim “implorou para não ir embora”. O pecuarista diz que mantinha uma relação amistosa com seu funcionário e que até seu filho tratava-o “como um amigo”.
Sem água, banheiro não apresentava condições de higiene
Sem água, banheiro não apresentava condições de higiene
Rescisão com dinheiro da JBS
O fim do processo de resgate do trabalhador, pelo encerramento da rescisão contratual, aconteceu na última quarta-feira (15), com a entrega das verbas às quais tinha direito devido ao não recebimento de parcelas de seu salário, nesses quase 10 anos em que se manteve na fazenda de Paulo Afonso. Pelo valor da quantia e por problemas no Cadastro de Pessoa Física (CPF) de Joaquim, o procedimento rescisório não foi encerrado antes da última semana. Nesse período, os procuradores do MPT responsáveis pelo caso, bem como os auditores fiscais do MTE, acompanharam todo o desenrolar. Ao todo, foram lavrados sete autos de infração.
O resgatado recebeu R$25.360,97, pagos em juízo pelo grupo JBS devido à venda de 20 cabeças de gado bovino da criação do fazendeiro para a empresa. O dinheiro a priori pago a Paulo Afonso pela venda dos animais foi usado para custear as verbas rescisórias. Em posicionamento à reportagem, a companhia assume que havia comprado esse lote porque nunca constatou o histórico do uso de mão de obra análoga à de escravo na produção do pecuarista.
“Como o nome do fazendeiro não consta na ‘lista suja’ do trabalho escravo, a JBS de fato recebeu o lote de 20 bois fornecidos pelo produtor. Diante do ocorrido, a empresa pagou o valor em juízo e deixou a cargo dos órgãos responsáveis a maneira pela qual o dinheiro será encaminhado”, afirma em nota a empresa. A “lista suja” é o nome pelo qual é conhecida a relação de empresas e pessoas flagradas empregando escravos, mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos. A JBS é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, grupo que se compromete a não comprar de quem está no cadastro, mas foi suspensa em 2012.
Carne que viria do abate de animais pelo próprio trabalhador
Carne que viria do abate de animais pelo próprio trabalhador
Joaquim já conseguiu um novo emprego, sobre o qual ele próprio diz que “está muito feliz”. Trabalha agora regularmente, e a pouco mais de 800 metros da sua casa, onde voltou a viver com a esposa e as filhas, em Dourados, depois do período que passaram separados. A reportagem perguntou-lhe se, alguma vez, já havia ouvido falar em trabalho escravo. A resposta foi afirmativa. “Já tinha. Sempre que assistia à televisão toda noite, via o cara pesando. Eu falava que uma hora o povo vai denunciar esse patrão. Pensava: uma hora esse velho tá lascado, e é preso ainda!”.
Em entrevista, o pecuarista minimizou a situação a que o trabalhador estava submetido. Apesar disso, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT, no qual se compromete a observar exigências trabalhistas, não reduzir pessoas à escravidão e de bancar uma campanha publicitária para a prevenção do aliciamento de pessoas ao trabalho escravo. No caso de não cumprimento deverá pagar multa a partir de R$ 10 mil. “Eu me criei hasteando a bandeira e cantando o hino nacional. Na minha família não tem bandido, nem escravagista. Você tenta ajudar o indivíduo, torná-lo uma boa pessoa, mas não dá”, encerra.
*o nome foi trocado para preservar a identidade da vítima