sábado, 12 de janeiro de 2013

Catastroika (legendas em português)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


O suicídio da imprensa brasileira - por Emir Sader!


O suicídio da imprensa brasileira - por Emir Sader, do seu blog, na Carta Maior


Grande Mídia tupiniquim deixou de fazer jornalismo e passou a atuar como um partido oposição reacionário e de extrema-direita. 
A imprensa brasileira está sob risco de desaparição e, de imediato, da sua redução à intranscendência, como caminho para sua desaparição.

Mas, ao contrário do que ela costuma afirmar, os riscos não vem de fora – de governos “autoritários” e/ou da concorrência da internet. Este segundo aspecto concorre para sua decadência, mas a razão fundamental é o desprestígio da imprensa, pelos caminhos que ela foi tomando nas ultimas décadas.

No caso do Brasil, depois de ter pregado o golpe militar e apoiado a ditadura, a imprensa desembocou na campanha por Collor e no apoio a seu governo, até que foi levada a aderir ao movimento popular de sua derrubada.

O partido da imprensa – como ela mesma se definiu na boca de uma executiva da FSP – encontrou em FHC o dirigente politico que casava com os valores da mídia: supostamente preparado pela sua formação – reforçando a ideia de que o governo deve ser exercido pela elite -, assumiu no Brasil o programa neoliberal que já se propagava na América Latina e no mundo.

Venderam esse pacote importado, da centralidade do mercado, como a “modernização”, contra o supostamente superado papel do Estado. Era a chegada por aqui do “modo de vida norteamericano”, que nos chegaria sob os efeitos do “choque de capitalismo”, que o país necessitaria.

O governo FHC, que viria para instaurar uma nova era no país, fracassou e foi derrotado, sem pena, nem glória, abrindo caminho para o que a velha imprensa mais temia: um governo popular, dirigido por um ex-líder sindical, em nome da esquerda.

A partir desse momento se produziu o desencontro mais profundo entre a velha imprensa e o país real. Tiveram esperança no fracasso do Lula, via suposta incapacidade para governar, se lançaram a um ataque frontal em 2005, quando viram que o governo se afirmava, e finalmente tiveram que se render ao sucesso de Lula, sua reeleição, a eleição de Dilma e, resignadamente, aceitar a reeleição desta.

Ao invés de tentar entender as razoes desse novo fenômeno, que mudou a face social do pais, o rejeitou, primeiro como se fosse falso, depois como se se assentasse na ação indevida e corruptora do Estado. A velha mídia se associou diretamente com o bloco tucano-demista até que, se dando conta, angustiada, da fragilidade desse bloco, assumiu diretamente o papel de partido opositor, de que aqueles partidos passaram a ser agregados.

A velha mídia brasileira passou a trilhar o caminho do seu suicídio. Decidiu não apenas não entender as transformações que o Brasil passou a viver, como se opor a elas de maneira frontal, movida por um instinto de classe que a identificou com o de mais retrogrado o pais tem: racismo, discriminação, calunia, elitismo.

Não há mais nenhuma diferença entre as posições da mídia – a mesma nos principais órgãos – e os partidos opositores. A mídia fez campanha aberta para os candidatos à presidência do bloco tucano-demista e faz oposição cerrada, cotidiana, sistemática, aos governos do Lula e da Dilma.

Tem sido a condutora das campanhas de denúncia de supostos casos de corrupção, tem como pauta diária a suposta ineficiência do Estado – como os dois eixos da campanha partidária da mídia.

Certamente a internet é um fator que acelera a crise terminal da velha mídia. Sua lentidão, o fato de que os jovens não leem mais a imprensa escrita, favorece essa decadência.

Mas a razão principal é o suicídio politico da velha mídia, tornando-se a liderança opositora no pais, editorializando suas publicações do começo ao final, sendo totalmente antidemocráticas na falta de pluralismo sequer nas paginas de opinião, assumindo um tom golpista histórico na direita brasileira.

Caminha assim inexoravelmente para sua intranscendência definitiva. Faz campanha, em coro, contra o governo da Dilma e contra o Lula, mas estes tem apoio próximo aos 80%, enquanto irrisórias cifras expressam os setores que assimilam as posições da mídia.

Uma pena, porque a imprensa chegou a ter, em certos momentos, papel democrático, com certo grau de pluralidade na história do pais. Agora, reduzida a um simulacro de “imprensa livre”, ancorada no monopólio de algumas famílias decadentes, caminha para seu final como imprensa, sob o impacto da falta de credibilidade total. Uma morte anunciada e merecida.

Postado por Emir Sader

Link:

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

ações: 

Sindicatos vinculados ao PT criam rede de comunicação


Lula em entrevista à TVT em novembro, quando festejou a expansão da emissora que ajudou a criar

Daniel Roncaglia, Folha de S. Paulo
“Sindicatos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e ao PT fortaleceram nos últimos meses uma espécie de rede de comunicação que dispõe de emissoras de TV, rádios, revistas, jornais e sites de notícias.
O projeto, planejado desde a década de 1980, é voltado "para quem não está satisfeito com o que encontra na mídia comercial", como dizem seus organizadores no site da Rede Brasil Atual.
Na semana passada, o ex-presidente Lula mencionou a expansão da emissora, em entrevista à TVT (TV do Trabalhador, que integra a rede).
"A TVT, se Deus quiser, vai evoluir muito", disse Lula. "Deixa sair a antena da Paulista para comemorarmos." Em 2013, uma antena geradora na avenida Paulista permitirá ao canal ser sintonizado na Grande São Paulo.”
Matéria Completa, ::AQUI::

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sem-Terrinhas enviam cartas para crianças palestinas detidas nas prisões israelenses

3 de dezembro de 2012


Por Patrícia Benvenuti,
Do Brasil de Fato

O apoio ao povo palestino durante o Fórum Social Mundial Palestina Livre, em Porto Alegre (RS), não partiu somente dos adultos. Na sexta-feira (30), um grupo de crianças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou um ato em solidariedade às crianças palestinas.

As crianças são alunas da escola Nova Sociedade, localizada em um assentamento no município de Nova Santa Rita (RS). Durante o ato, elas apresentaram poesias e músicas compostas especialmente para os palestinos. Além disso, entregaram camisetas, fotos, cartas e desenhos, produzidos por escolas do MST em todo o país, para serem enviados às crianças palestinas que estão detidas nas prisões israelenses.

“As crianças palestinas devem saber que, do outro lado do mundo, tem crianças que se importam com elas”, ressaltou Deusamar, do setor de educação do MST no Pará.

O material foi entregue a ativistas palestinos presentes no Fórum. Ao receber as cartas, a presidente da Campanha de Libertação dos Cárceres Israelenses, Abla Sa’adat, agradeceu o apoio das organizações brasileiras e ressaltou a importância da iniciativa. “Esse é um gesto que parece pequeno, mas que significa muito para nós”, disse. Para retribuir a ação, os palestinos presentearam a escola com uma bandeira da Palestina.

Segundo Abla, que também é esposa do ativista e preso político Ahmad Sa’adat, cerca de 600 crianças palestinas são presas todos os anos pelo Exército israelense por motivos como jogar pedras em soldados. Atualmente, há 250 menores de idade na prisão (alguns com apenas 10 anos), que sofrem o mesmo tratamento dispensado aos adultos.

O Fórum Social Mundial Palestina Livre foi realizado na capital gaúcha entre 28 de novembro e 1º de dezembro. Cerca de 5 mil pessoas de 36 países participaram das atividades, que reafirmaram os direitos do povo palestino e a necessidade de pôr fim à ocupação israelense.

Talvez a única fotografia de escravos em um navio negreiro

Como somos capazes?
Com que direito se não o da ignomínia!?
Que malditos deuses inventamos que permitem coisas assim?
São cegos, vossos deuses?
Ou surdos?
Ou serão sádicos?
Covardes, certamente são.

 ÚLTIMA E TALVEZ A ÚNICA FOTOGRAFIA DE UM NAVIO DE TRÁFICO NEGREIRO,EXECUTADA PELO FABULOSO MARC FERREZ!!!DETALHES CURIOSOS:O NAVIO ERA FRANCÊS E A FOTO FOI FEITA DE FORMA CLANDESTINA...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Palestina integração na Onu.



Palestinos saem às ruas para comemorar novo status antes de votação na ONU

País deve ser incorporado nesta quinta-feira às Nações Unidas como Estado observador
Embora o ingresso da Palestina como país observador das Nações Unidas ainda não tenha sido votado pela Assembleia Geral nesta quinta-feira (29/11), a população dos territórios da Cisjordânia e de Gaza já organizam comemorações e festejam a possibilidade de aprovação.
Autoridades políticas locais dão como certa a aprovação do status de país observador, que é o mesmo que o Vaticano possui. Por essa razão, não houve grande hesitação em convocar a população de cidades como Ramala, Belém, Hebrón ou mesmo Jericó para comparecer às ruas e celebrar a data.
A previsão é de que a ampla maioria do plenário da ONU concorde com a integração da Palestina a seu quadro de países. Em organismos internacionais como a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) ela já é reconhecida como um Estado-membro.
“Todos os palestinos, do Fatah ou do Hamas, estamos orgulhosos deste passo”, disse em entrevista ao jornal espanhol El País Sagi Halil, um professor de 67 anos que está certo da aprovação do novo status e que saiu às ruas para festejar. “Isso vai unir os palestinos contra os colonos e contra a direita em Israel. Se vierem se vingar de nossa iniciativa, encontrarão uma população unida, seja em Gaza ou na Cisjordânia”, conclui.
Mais cedo, em Ramala, uma comitiva de autoridades políticas locais comandava um comício e defendia a premência de um sentimento de união dentro da vida política palestina. Embora estivessem presentes símbolos de partidos e organizações políticas na Praça Yasser Arafat, era a bandeira nacional palestina que tomava a cena.
Em Gaza
Dezenas de milhares de palestinos tomaram as ruas de Gaza para mostrar seu apoio à mudança de status da Palestina na ONU. A maioria dos que saíram às ruas era seguidor do Fatah, o partido de Mahmoud Abbas. Eles levavam bandeiras amarelas e fotos do presidente no maior desdobramento público desta facção desde que o movimento islamita Hamas tomou o poder na Faixa em 2007.
Muitos viajaram a Gaza em ônibus de distintos povoados da Faixa e se reuniram ao longo do dia na Praça do Soldado Desconhecido, no centro da cidade. "Estamos aqui não só para celebrar a vitória diplomática na ONU, mas também para celebrar a unidade de todas as facções palestinas liberais e islâmicas", disse à Agência Efe Faisal Abu Shahla, um dos líderes do Fatah em Gaza.
Segundo ele, as marchas "celebram a vitória do estabelecimento do Estado palestino independente liderado por Mahmoud Abbas. O reconhecimento da ONU, embora não seja como membro pleno, significa que pode comparecer aos tribunais internacionais e obrigar Israel a pôr fim à ocupação".
Efe
Seguidores do Hamas, embora não seus dirigentes, e membros de outras facções também se agruparam em ruas e parques da capital, carregando bandeiras palestinas e de seus partidos, que também adornavam carros e casas.
Embora o ambiente geral fosse festivo, os manifestantes estavam conscientes que a conquista na ONU é apenas um passo em um longo caminho rumo ao estabelecimento de um Estado independente.
Para muitos em Gaza, este processo e a recente trégua atingida com Israel são considerados uma vitória pelo Hamas e representam uma importante oportunidade para abrir a porta à reconciliação política entre o Fatah e o movimento islâmico.
O dia escolhido por Abbas para apresentar seu pedido na ONU coincide com a celebração do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino e, também, com o 65º aniversário da aprovação da partilha da Palestina do Mandato Britânico no organismo multinacional.
Nas principais cidades da Cisjordânia também houve hoje atividades festivas, passeatas e música, e esta noite, após o voto na Assembleia Geral, os sinos das igrejas tocarão para comemorar a simbólica entrada da Palestina na comunidade de nações.

sábado, 10 de novembro de 2012

Alfabetização na idade certa,defende a Presidente Dilma.


Quinta-feira, 8 de novembro de 2012 às 13:48

Alfabetização na idade certa é uma questão estratégica para o país, afirma Dilma


Presidenta Dilma Rousseff posa para foto com alunos durante cerimônia de lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Em cerimônia de lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, nesta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância da alfabetização até os oito anos de idade para garantir a igualdade de oportunidades a todos os brasileiros. O programa prevê investimentos de R$ 2,7 bilhões até 2014 em capacitação, material didático e bolsas para cerca de 360 mil professores alfabetizadores.
“Nós todos precisamos nos comprometer com a alfabetização na idade certa. O nosso compromisso com esse pacto é garantir que toda criança de até oito anos, que estuda em escola pública, tenha o domínio da leitura e da escrita, e conheça as primeiras operações. Esse é o fundamento a partir do qual se construirá etapa por etapa uma vida cidadã. É o ponto de partida para que todos os brasileiros tenham, quando chegar a hora, a oportunidade de competir, sempre em igualdade de condições”, afirmou.
O pacto assinado traz o compromisso de alfabetizar todas as crianças em Língua Portuguesa e em Matemática; avaliações os dos alunos do ciclo de alfabetização; e, no caso dos estados, oferecer apoio ao municípios que tenham aderido ao pacto para sua efetiva implementação. Todas as ações serão monitoradas pelo Ministério da Educação por meio de um sistema de gerenciamento, acompanhamento e controle. A presidenta ainda classificou a iniciativa como estratégica para o país, sendo decisiva na diminuição das desigualdades sociais e regionais.
“Nós não podemos ficar insensíveis a uma questão dessa. É uma questão absolutamente estratégica para o nosso país. Está em jogo o futuro do Brasil. A insuficiência de aprendizado das crianças brasileiras da escola pública está na raiz da desigualdade e da exclusão. É fato que nós avançamos. A situação há dez anos atrás é muito pior. (…) Nosso país só poderá se orgulhar de dar oportunidade igual para todos se esse pacto for cumprido de uma sistemática e obsessiva”, completou.