domingo, 27 de novembro de 2011

Yemen: primeiros passos para a Paz e a Prosperidade.

A Revolução esquecidaDescrição por imagem Award-winning Khaled Al-Hammadi jornalista.

    
Primeira publicação: 25 de novembro de 2011 02:17
    
Atualizado: 12 minutos atrás
[Q & A] Apesar da recente transferência do poder, a revolução no Iêmen ainda precisa da atenção ausente da comunidade internacional instável.
Com a notícia de que, depois de quase três décadas de governo autocrático, presidente do Iêmen, de longa data, Ali Abdullah Saleh, finalmente transferiu o poder, The Mark sentou-se com os recentes Internacional vencedor do Prêmio Liberdade de Imprensa e jornalista iemenita Khaled al-Hammadi para discutir o desdobramento eventos.
Qual é a sua reação ao acordo o presidente Saleh de transferir o poder? Isso vai levar a uma transformação política real no Iêmen?
Esta é uma boa notícia, com certeza. Mas o presidente Saleh prometeu 100 vezes antes de transferir o poder ou o cargo, apenas para ganhar tempo e prolongar sua permanência no poder, e para fazer os manifestantes desistir. Então, vamos ver o que vai acontecer. Mas eu acho que os manifestantes vão insistir em continuar a revolução que começou em fevereiro passado.
Que reação você espera nas ruas?
Aqueles nas ruas do Iêmen vai acolher esta notícia, mas, porque o presidente Saleh fez promessas como esta, muitas vezes sem seguir completamente, o povo iemenita estão céticos. Eles estão fartos com os impactos dessa revolução longa. Muitos deles perderam seus empregos, tiveram seus negócios destruídos, ou as forças do governo e bombardeios destruíram as suas casas.
Olhando para o progresso difícil e desigual, no Egito, que papel você acha que os jornalistas como você pode desempenhar para garantir que os ganhos obtidos a partir do movimento realmente se materializar?
A situação no Iêmen é muito diferente do que a situação no Egito. Os militares no Egito é mais poderoso do que no Iêmen. Metade do exército no Iêmen já anunciou apoio à revolução e os manifestantes. No Iêmen, há mais de 60 milhões de armas nas mãos do povo iemenita. Isso é quase três armas para cada pessoa, porque a população do Iêmen é de cerca de 23 milhões. Se o presidente não renunciar, o regime levaria o país à ruína e à guerra civil.
Se uma guerra civil eclodiu, ele romperia toda a região. Um monte de gente do Iêmen teria migram através das fronteiras internacionais para a Arábia Saudita e Omã. Os impactos de uma guerra civil seria também prejudicar o estreito de Bab el Mandeb, no Mar Vermelho, e do comércio marítimo internacional.
Deve haver a intervenção ocidental para garantir a estabilidade no Iêmen, ou isso deve ser trabalhado internamente?
O povo do Iêmen não estão olhando para a intervenção militar ocidental. Eles estão olhando para a comunidade internacional - e do Ocidente e os países árabes, em particular - para apoiar a revolução, para acabar com este caos e de crise.
O povo iemenita acreditam que o Ocidente ea comunidade internacional ignoraram completamente a questão do Iêmen em comparação com a sua resposta para a Líbia, Síria e Egito. Por que é Iêmen menos importante do que qualquer outro país? Iemenitas têm protestado desde fevereiro último. Eles têm vivido nas ruas desde aquela época, e ninguém está a ouvir as suas vozes, apesar do fato de que eles estão sob ataque do regime bombardeios eo governo todos os dias. Milhares de pessoas foram mortas e feridas.
Você acha que a imprensa internacional falhou em sua cobertura do Iêmen, com mais foco sobre as revoluções em outras partes do mundo árabe?
Eu não culpo a mídia internacional. Muitos amigos meus nos meios de comunicação tentaram vir, e me chamou, me pedindo para ajudá-los, mas o problema foi a restrições do governo.
O regime iemenita sabia desde o começo que esta revolução no Iêmen e outros países árabes eclodiu por causa da cobertura da mídia. Por essa razão, o governo do Iêmen fechou suas portas para a mídia internacional, impedindo-os de chegar ao Iêmen para cobrir o que está acontecendo no país. Então não foi uma oportunidade para contar a história da revolução iemenita.
Foto cedida pela Reuters.TAGS: Política, Iêmen, Ali Abdullah Saleh, protestos, revolta, revolução, guerra civil, Primavera árabe, mundo árabe, a intervenção militar, Egito, Militar, regime autocrático, Khaled al-Hammadi, Media
A Revolução esquecidaDescrição por imagem Award-winning Khaled Al-Hammadi jornalista.

    
Primeira publicação: 25 de novembro de 2011 02:17
    
Atualizado: 12 minutos atrás
[Q & A] Apesar da recente transferência do poder, a revolução no Iêmen ainda precisa da atenção ausente da comunidade internacional instável.
Com a notícia de que, depois de quase três décadas de governo autocrático, presidente do Iêmen, de longa data, Ali Abdullah Saleh, finalmente transferiu o poder, The Mark sentou-se com os recentes Internacional vencedor do Prêmio Liberdade de Imprensa e jornalista iemenita Khaled al-Hammadi para discutir o desdobramento eventos.
Qual é a sua reação ao acordo o presidente Saleh de transferir o poder? Isso vai levar a uma transformação política real no Iêmen?
Esta é uma boa notícia, com certeza. Mas o presidente Saleh prometeu 100 vezes antes de transferir o poder ou o cargo, apenas para ganhar tempo e prolongar sua permanência no poder, e para fazer os manifestantes desistir. Então, vamos ver o que vai acontecer. Mas eu acho que os manifestantes vão insistir em continuar a revolução que começou em fevereiro passado.
Que reação você espera nas ruas?
Aqueles nas ruas do Iêmen vai acolher esta notícia, mas, porque o presidente Saleh fez promessas como esta, muitas vezes sem seguir completamente, o povo iemenita estão céticos. Eles estão fartos com os impactos dessa revolução longa. Muitos deles perderam seus empregos, tiveram seus negócios destruídos, ou as forças do governo e bombardeios destruíram as suas casas.
Olhando para o progresso difícil e desigual, no Egito, que papel você acha que os jornalistas como você pode desempenhar para garantir que os ganhos obtidos a partir do movimento realmente se materializar?
A situação no Iêmen é muito diferente do que a situação no Egito. Os militares no Egito é mais poderoso do que no Iêmen. Metade do exército no Iêmen já anunciou apoio à revolução e os manifestantes. No Iêmen, há mais de 60 milhões de armas nas mãos do povo iemenita. Isso é quase três armas para cada pessoa, porque a população do Iêmen é de cerca de 23 milhões. Se o presidente não renunciar, o regime levaria o país à ruína e à guerra civil.
Se uma guerra civil eclodiu, ele romperia toda a região. Um monte de gente do Iêmen teria migram através das fronteiras internacionais para a Arábia Saudita e Omã. Os impactos de uma guerra civil seria também prejudicar o estreito de Bab el Mandeb, no Mar Vermelho, e do comércio marítimo internacional.
Deve haver a intervenção ocidental para garantir a estabilidade no Iêmen, ou isso deve ser trabalhado internamente?
O povo do Iêmen não estão olhando para a intervenção militar ocidental. Eles estão olhando para a comunidade internacional - e do Ocidente e os países árabes, em particular - para apoiar a revolução, para acabar com este caos e de crise.
O povo iemenita acreditam que o Ocidente ea comunidade internacional ignoraram completamente a questão do Iêmen em comparação com a sua resposta para a Líbia, Síria e Egito. Por que é Iêmen menos importante do que qualquer outro país? Iemenitas têm protestado desde fevereiro último. Eles têm vivido nas ruas desde aquela época, e ninguém está a ouvir as suas vozes, apesar do fato de que eles estão sob ataque do regime bombardeios eo governo todos os dias. Milhares de pessoas foram mortas e feridas.
Você acha que a imprensa internacional falhou em sua cobertura do Iêmen, com mais foco sobre as revoluções em outras partes do mundo árabe?
Eu não culpo a mídia internacional. Muitos amigos meus nos meios de comunicação tentaram vir, e me chamou, me pedindo para ajudá-los, mas o problema foi a restrições do governo.
O regime iemenita sabia desde o começo que esta revolução no Iêmen e outros países árabes eclodiu por causa da cobertura da mídia. Por essa razão, o governo do Iêmen fechou suas portas para a mídia internacional, impedindo-os de chegar ao Iêmen para cobrir o que está acontecendo no país. Então não foi uma oportunidade para contar a história da revolução iemenita.
Foto cedida pela Reuters.TAGS: Política, Iêmen, Ali Abdullah Saleh, protestos, revolta, revolução, guerra civil, Primavera árabe, mundo árabe, a intervenção militar, Egito, Militar, regime autocrático, Khaled al-Hammadi, Media

The Forgotten Revolution

Description image by Khaled Al-Hammadi Award-winning journalist.
  • First Posted: Nov 25 2011 02:17 AM
  • Updated: 12 minutes ago

[Q&A] Despite the recent transfer of power, the revolution in Yemen still needs the absent attention of the fickle international community.

With the news that, after nearly three decades of autocratic rule, Yemen’s long-standing president, Ali Abdullah Saleh, has finally transferred power, The Mark sat down with recent International Press Freedom Award winner and Yemeni journalist Khaled al-Hammadi to discuss the unfolding events.
What is your reaction to President Saleh’s agreement to transfer power? Will this lead to a real political transformation in Yemen?
This is good news, for sure. But President Saleh has promised 100 times before to transfer power or step down, just to buy time and prolong his stay in power, and to make the protestors give up. So we will see what will happen. But I think the protestors will insist on continuing the revolution that began last February.
What reaction do you expect on the streets?
Those in the streets of Yemen will welcome this news, but, because President Saleh has made promises like this many times without following through, the Yemeni people are skeptical. They are fed up with the impacts of this long revolution. Many of them have lost their jobs, had their businesses destroyed, or the government forces and shelling have destroyed their homes.
Looking at the difficult and uneven progress in Egypt, what role do you think journalists like yourself can play to ensure that the gains made from the movement actually materialize?
The situation in Yemen is very different than the situation in Egypt. The military in Egypt is more powerful than that in Yemen. Half of the army in Yemen has already announced support to the revolution and the protestors. In Yemen, there are more than 60 million weapons in the hands of the Yemeni people. That’s almost three weapons for each person, because the population of Yemen is about 23 million. If the president didn’t step down, the regime would lead the country to ruin and civil war.
If a civil war broke out, it would disrupt the whole region. A lot of Yemeni people would migrate across international borders into Saudi Arabia and Oman. The impacts of civil war would also harm the strait of Bab el Mandeb in the Red Sea, and international marine trade.
Should there be western intervention to ensure stability in Yemen, or should this be worked out domestically?
The Yemeni people are not looking for western military intervention. They are looking for the international community – and the West and the Arab countries, in particular – to support the revolution in order to end this chaos and crisis.
The Yemeni people believe that the West and the international community have completely ignored the Yemeni issue compared to their response to Libya, Syria, and Egypt. Why is Yemen any less important than any other country? Yemenis have been protesting since last February. They have been living in the streets since that time, and no one is listening to their voices despite the fact that they are under attack from the regime and government shellings every day. Thousands of people have been killed and injured.
Do you think the international press has failed in its coverage of Yemen, with more focus on the revolutions in other parts of the Arab world?
I do not blame the international media. Many friends of mine in the media tried to come, and called me, asking me to help them, but the problem was the government restrictions.
The Yemeni regime knew from the beginning that this revolution in Yemen and other Arab countries broke out because of media coverage. For that reason, the Yemeni government closed its doors to the international media, preventing them from coming to Yemen to cover what is happening in the country. So there wasn’t an opportunity to tell the story of the Yemeni revolution.
Photo courtesy of Reuters.

Vítimas no Paquistão.

Paquistão enterra mortos e milhares protestam contra EUA

domingo, 27 de novembro de 2011 11:03 BRST
 
Por Aftab Ahmed
PESHAWAR, Paquistão (Reuters) - O Paquistão enterrou neste domingo 24 soldados mortos em um ataque aéreo lançado pela Otan na fronteira e milhares se aglomeravam em um consultado dos Estados Unidos para protestar contra a ação.
As mortes podem levar à ruptura da relação entre os Estados Unidos e um aliado considerado necessário para combater militantes na região.
O incidente foi visto como uma provocação dos Estados Unidos, que já haviam enfurecido a poderosa força armada paquistanesa em maio com o ataque das forças especiais norte-americanas que mataram Osama bin Laden.
Autoridades norte-americanas e da Otan estão tentando aliviar as tensões, mas as mortes dos soldados são um teste para o péssimo casamento de conveniência entre Washington e Islamabad.
Helicópteros da Otan e caças baseados no Afeganistão atacaram dois postos militares no Paquistão no sábado, matando os soldados. O Paquistão disse que o ataque não foi provocado.
Em meio à fúria contra o ataque, milhares de pessoas realizaram protesto em frente ao consulado dos Estados Unidos na cidade de Karachi. Um repórter da Reuters que testemunhou a manifestação afirmou que as pessoas gritavam: "Fim da América". Um jovem subiu no muro que protege o consulado e fincou uma bandeira paquistanesa no arame farpado.
Autoridades norte-americanas e da Otan lamentaram as mortes, mas as circunstâncias exatas do ataque não estavam claras.
"Os EUA apunhalam o Paquistão nas costas, de novo", era a manchete do Daily Times, refletindo a fúria com o ataque ao país, uma potência regional vital para os esforços norte-americanos para estabilizar o vizinho Afeganistão.   Continuação...
 
 

sábado, 26 de novembro de 2011

Manifestação de crianças Palestinas.

Crianças palestinas fazem mensagem gigante de paz no deserto

Centenas de crianças palestinas se uniram nesta sexa-feira (25) a uma atividade promovida pela A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, da sigla em inglês) e formaram uma enorme pomba representando a paz, além da frase “Love all” (“Amem a todos”) e a palavra “Amor” em árabe.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Vazamento de petrólio, investigações, consciência ambiental, prevenção, cuidados com nosso património ambiental

tamanho da fonte minímo médio máximo

Carta Verde


Carta Capital

Vazamento na Bacia de Campos

24.11.2011 18:36

‘Foi a mãe natureza’, diz executivo da Chevron sobre acidente

Em entrevista concedida após encontro com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Moshiri, culpou a “mãe natureza” pelo acidente provocado por sua empresa que provocou o vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

Vazamento na Bacia de Campos. Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro
“Estamos lidando com a mãe natureza e ela é complicada. Cada parte do reservatório é diferente, mas temos pessoal altamente qualificado trabalhando nisso. Devemos fazer uma avaliação mais detalhada para ter certeza de que não acontecerá de novo”, disse Moshiri, ao citar a complexidade geológica da região.
Segundo o executivo, o vazamento de óleo já foi controlado. Resta agora, disse ele, uma mancha que corresponde à décima parte de um barril de petróleo (cerca de 16 litros). “Esperamos que ela desapareça e acreditamos que a operação foi bem-sucedida.”
Segundo Moshiri, a prioridade da empresa, agora, é selar e abandonar o poço com segurança, o que deve ser feito até meados de dezembro. Ele não quis fazer previsão de quando a empresa voltará a atuar na extração de petróleo no País.
“Isso depende do governo, não seria justo se eu fizesse uma previsão”.
O executivo destacou que a unidade brasileira tem um dos melhores índices de segurança entre todas as operações da companhia no mundo.
Sobre a possibilidade de o governo brasileiro proibir as atividade de exploração da Chevron no país, Moshiri disse que essa é uma decisão governamental e lembrou que a empresa atua em 150 países. “O Brasil é importante, mas se o governo decidir, vamos respeitar”. Segundo ele, a empresa irá revisar as multas que receber dos órgãos brasileiros e “seguir os procedimentos de acordo com regulamentação brasileira”.
O ministro Lobão explicou que a empresa poderá continuar operando nos outros 11 poços que explora no Campo de Frade, mas está proibida de fazer novas perfurações, conforme determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Até que a agência conclua as suas investigações e possa modificar os seus estudos e as suas determinações, eles continuarão impedidos de perfurar novos poços”.
Leia também:
ANP suspende atividades da Chevron no Brasil

‘Ninguém fiscaliza as operadoras de petróleo’

PF investiga se Chevron tentou alcançar camada do pré-sal

O ministro espera que a ANP “seja firme, rigorosa, porém justa” na avaliação da responsabilidade da Chevron no acidente. “O Brasil respeita os contratos, mas exige respeito às suas regras internas. Se a agência [ANP] determinou a punição temporária é porque estava no convencimento de que algo precisava ser melhor apurado”, disse o ministro.

O presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Moshiri. Foto: Agência Brasil
Também participaram da reunião com o ministro o presidente da Chevron América Latina, Don Stlelling, o presidente da Chevron Brasil, George Buck, e a diretora de Desenvolvimento de Negócios da Chevron Brasil, Patricia Padol.
Petrobras
Na quarta-feira 23, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em caráter de urgência, pedido do ministro Raimundo Carreiro, para que técnicos do tribunal realizem auditoria para verificar eventuais responsabilidades da ANP e da Petrobras no vazamento.
O pedido de auditoria foi motivada pelo fato de a Chevron não ter identificado o problema e nem cumprido ações de contingência, previstas para esse tipo de ocorrência, de acordo com o ministro Carreiro. O TCU quer saber como é feita a fiscalização sobre planos de emergência das empresas petrolíferas, a cargo da ANP.
O TCU também vai verificar na Petrobras se existe previsão contratual de ressarcimento das despesas da estatal com ações decorrentes do acidente, além de ouvir a empresa sobre os cuidados adotados para que as petrolíferas parceiras exerçam condições efetivas de detecção e de resposta a acidentes ambientais.
O objetivo, segundo comunicado do TCU à ANP e à Petrobras, é prevenir, detectar e responder rapidamente a eventuais desastres provocados pela extração de petróleo e de gás no mar, uma vez que acidentes desse tipo trazem danos ambientais de difícil reparação, além de prejudicarem a imagem do Brasil.
O comunicado do TCU assegura, ainda, que é “urgente a necessidade de aprimoramento e de garantia de efetividade dos meios de prevenção de acidentes ambientais dessa natureza, bem como dos respectivos planos de contingência, especialmente quando se trata da exploração de petróleo por empresas privadas”.

*Com informações da Agência Brasil
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domingo, 20 de novembro de 2011

Massacre de ìndios no Brasil : não pode acontecer, justiça urgente.

18/11/2011 - 16h12 / Atualizada 18/11/2011 - 22h09

Comunidade indígena é alvo de ataque no Mato Grosso do Sul

Do UOL Notícias, em São Paulo
  • Grupo armado queimou as barracas dos índios Grupo armado queimou as barracas dos índios
Um grupo de índios guarani-caiovás do acampamento Tekoha Guaiviry Amambaí, no Mato Grosso do Sul, sofreu um ataque de pistoleiros na manhã desta sexta-feira (18), segundo informações do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), órgão veiculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
O grupo armado atirou contra o cacique Nísio Gomes, 59, assassinado possivelmente na frente de um dos filhos. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros. De acordo com o Cimi, trata-se de uma prática observada em outros massacres cometidos contra a etnia no Estado. Os criminosos também incendiaram as barracas com objetos e alimentos pertencentes ao grupo indígena.
Ainda de acordo com o órgão, não há dados precisos quanto ao número de vítimas, já que as informações são baseadas em depoimentos de integrantes da comunidade que fugiram do local. Os índios também mencionaram que o grupo usava máscaras e jaquetas escuras.
Desde o dia 1º de novembro, os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde –instaladas em território indígena de ocupação tradicional dos caiovás.
A comunidade vivia na beira de uma rodovia estadual. O acampamento atacado fica entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai. 
A assessoria de imprensa do Cimi informou que a Polícia Federal  está investigando o caso.

Comunicado da Comissão Pastoral da Terra

A Comissão Pastoral da Terra emitiu comunicado oficial em que lamenta o massacre e menciona “o descaso com que são tratados os povos indígenas, as comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais do Brasil”.
A entidade cita que os grupos indígenas e quilombolas não “se submetem aos ditames das leis do mercado e da economia capitalista e, dessa forma, são tratados como empecilhos ao desenvolvimento”.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Espanha

Théa Rodrigues (texto e fotos)
de Barcelona, Espanha
Assembleias educativas de universidade públicas e centros de estudo em toda Espanha convocaram para esta quinta-feira (17) uma greve educacional sob o lema “a educação não se vende, se defende”. Estudantes e profissionais do setor protestaram contra os recortes no ensino universitário. Uma das principais críticas do Manifesto 17-N, divulgado pelos manifestantes, é com relação à normativa Estratégia Universidade 2015 (EU2015), elaborada em 2008, que tem como objetivo “modernizar a instituição de ensino superior espanhola, aumentar a qualidade do sistema universitário espanhol e conduzir à excelência através da especialização, da diferenciação, do estabelecimento de alianças, agregações e internacionalização”. Para os manifestantes, o projeto EU 2015 nada mais é que um processo de elitização e emagrecimento da universidade. “Trata-se (de uma medida) para subornar o sistema educativo aos interesses econômicos e privados, mais uma imposição da ditadura dos mercados”, diz texto da convocatória.

Em Barcelona, milhares de pessoas saíram às ruas sob gritos de “privatização não”. Aulas foram suspensas nas universidades Pompeu Fabra (UPF), Autônoma de Barcelona (UAB), Politécnica (UPC) e Universidade de Barcelona (UB). Também houve paralisações nas cidades de Madri, Lleida e Tarragona.

A estudante Laura Pascual comentam a sua preocupação: “uma das propostas do governo que deve ganhar as próximas eleições (Partido Popular ‘PP’) é que a educação seja privatizada, então teríamos que pagar. Estamos apoiando o protesto, porque nem todas as pessoas podem pagar os estudos, devido ao alto índice de desemprego gerado pela crise na Espanha”. De acordo com o professor de história Xavier Domènech da UAB, “os estudantes hoje tem uma perspectiva de uma educação com cada vez menos valor, um mercado de trabalho que não tem vagas – são 5 milhões de desempregados em todo o país – e uma educação que não está a seu serviço, mas a serviço de outro interesses”.

Segundo o secretario de Universidades e Investigação da Generalidade, Antoni Castellà, a greve das universidades tem uma “visão conservadora”. Em declaração ele ressaltou ainda a “casualidade” da data tão próxima das eleições presidenciais do domingo (20).