quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Enem Durante o exame deste ano, 712 gestantes podem dar à luz Quarta-feira, 23 de outubro de 2013 - 08:25 Tweet - divulgue esta matéria no twitter O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) identificou 712 gestantes inscritas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 que podem dar à luz até o dia 31 próximo. O levantamento dos locais de prova, realizado pelo Inep, mostra que 351 municípios terão participantes nessas condições nas provas de sábado, 26, e domingo, 27. São Paulo é o estado que reúne mais gestantes com previsão de parto no período: 78 inscritas. Em seguida, Minas Gerais, com 74. Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro registram 55. Roraima, com quatro, tem o menor número. “Para garantir tranquilidade às participantes do exame, mantivemos contato com os secretários municipais de Saúde para mapear hospitais próximos e pedir o suporte de profissionais de saúde no local de prova”, afirma o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa. As provas do Enem, tanto no sábado quanto no domingo próximos, terão início às 13 horas (de Brasília). Os portões de acesso aos locais de provas serão abertos às 12 e fechados às 13 horas, também de acordo com o horário de Brasília. Será impedido o acesso do participante que se apresentar após o fechamento dos portões. No primeiro dia, os participantes terão quatro horas e meia para fazer as provas de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias, cada uma com 45 questões. No segundo dia, serão cinco horas e meia para as provas de redação, linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. As duas últimas também terão 45 questões cada uma. Assessoria de Comunicação Social do Inep
O leilão do Campo de Libra, na Bacia de Campos, que ocorrerá na próxima segunda-feira (21), será a primeira rodada de disputas realizada para conceder, sob o regime de partilha de produção, áreas para exploração de petróleo e gás natural na região brasileira do pré-sal.O petróleo do pré-sal foi descoberto pela Petrobras em camadas ultraprofundas, de 5 mil a 7 mil metros abaixo do nível do mar, o dificulta e torna mais cara a exploração. Por meio do regime escolhido para o leilão de Libra, ficará garantida à União a gestão das reservas exploradas na área. A estatal Pré Sal Petróleo S.A (PPSA) foi criada, justamente, para representar a União nos negócios. Garante-se, ainda, que as empresas compartilhem com a União uma parcela no volume produzido. Estima-se que o óleo recuperável na área leiloada, de acordo com dados do governo, varie de 8 a 12 bilhões de barris. Serão de 12 a 18 plataformas. O pico de produção estimado é de 1 milhão de barris por dia. Atualmente, a produção nacional chega a 2 milhões por dia. O investimento chegará a US$ 181 bilhões, em 35 anos. A Petrobras, por sua vez, será a operadora única do Pré-Sal, garantindo um mínimo de 30% de participação no consórcio vencedor. Disputa Além da própria Petrobras, que pode aumentar a sua participação na operação, são 11 empresas na disputa pelos outros 70% na exploração. São elas: as chinesas CNOOC e CNPC, a japonesa Mitsui, a portuguesa Petrogal, a hispano-chinesa Repsol/Sinopec, a francesa Total, a colombiana Ecopetrol, a indiana ONGC Videsh, a anglo-holandesa Shell e a malaia Petronas. Será vencedora a empresa que reverter o maior percentual do petróleo excedente à União. O percentual mínimo previsto em lei é 41,56%. A partilha entre união e consórcio será mensal e a empresa que vencer o primeiro leilão terá que pagar à União um bônus de R$ 15 bilhões. Pelas regras, o governo terá uma participação total de, no mínimo, 75% na receita do projeto, levando-se em consideração todos os tipos de retornos previstos. Contrato O contrato de partilha será válido por 35 anos, quatro desses voltados à exploração dos recursos e os demais ao desenvolvimento e produção. As empresas vencedoras serão livres para explorar o petróleo pertencente a sua cota, bem como para garantir ao óleo o destino que desejarem. No entanto, em casos específicos de emergência, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) poderá limitar o volume das exportações. Royalties Os royalties pagos equivalerão a 15% do volume total da produção de petróleo e gás, o que deve render à União, aos estados e municípios R$ 900 bilhões em 30 anos – considerando-se royalties e partilha da produção. São, em média, R$ 30 bilhões por ano, o mesmo valor gerado por todos os campos em produção, hoje, no Brasil. De acordo com a lei aprovada em setembro de 2013, 75% dos royalties do petróleo serão destinados para a educação e 25% para a saúde. A legislação ainda prevê que 50% do Fundo Social do Pré-Sal também devem ir para as áreas da educação e saúde. Manifestações contrárias Vários grupos da sociedade civil, no entanto, se mostram contrários ao leilão de Libra. Entre eles estão sindicatos, políticos, acadêmicos e especialistas que não consideram válida a proposta de dividir com empresas estrangeiras os retornos da reserva petrolífera. Petroleiros cruzaram os braços na última quinta-feira (17) pedindo a suspensão do leilão. Consultores de mercado também discordam do modelo de exploração proposto pelo governo e da grande intervenção estatal. Outros questionam, ainda, a capacidade tecnológica da Petrobrás e da indústria nacional para fazer os investimentos previstos em contrato. Reforço para segurança O governo convocou na quinta-feira (17) o Exército e a Força Nacional de Segurança para atuar no evento em que será anunciado o resultado do leilão de Libra, em um hotel na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Serão 1.100 agentes de segurança incluindo, também, as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro. As informações são da EBC POR: HELENA™ 0 COMENTÁRIOS DO BLOG OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA. POSTADO POR SARAIVA1:
Artigo publicado no jornal Folha S. Paulo de 21 de outubro de 2013: http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/colunas/2013/10/1359013-a-insustentavel-leveza-da-desmaterializacao-global.shtml A economia mundial está cada vez mais pesada. No início do milênio a humanidade extraía da superfície terrestre nada menos que 60 bilhões de toneladas de apenas quatro tipos de materiais: biomassa, minerais metálicos, minerais não metálicos e combustíveis fósseis. Para tornar mais palpável essa cifra gigantesca, basta dizer que o uso de materiais chegava a 9 toneladas anuais por habitante em média, ou seja, 120 vezes o peso de uma pessoa de 75 quilos. No relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente “‘[(Pnuma) de 2011, em que esses dados foram apresentados, o diretor-executivo do programa, Achim Steiner, preconizava uma redução desse montante médio de de 9 para 6 toneladas até 2050, sob pena de colapso na capacidade de oferecer os bens e os serviços necessários à reprodução social. O que aconteceu durante a primeira década do milênio? Esse peso aumentou ainda mais e chegou a 70 bilhões de toneladas. Passamos de 9 para 10 toneladas per capita em uma década. O principal vetor dessa explosão, segundo um novo trabalho do Pnuma, encontra-se nos grandes países em desenvolvimento. A região da Ásia e do Pacífico (onde estão China e Índia) consumia 10 bilhões de toneladas de materiais em 1980 (à época, menos de um terço do consumo global). Hoje ela entra com 40 bilhões de toneladas, mais da metade do total. A taxa de metabolismo (o consumo de matéria, energia e recursos bióticos comparado com a riqueza social) da economia asiática é crescente. Na década de 1980, o PIB da região aumentou 4,2% ao ano, diante de uma elevação no consumo de materiais de 4,8% anuais. A diferença pode parecer pequena, mas ao longo do tempo produz efeitos imensos. O “Journal of Industrial Ecology” publicou um número especial sobre o tema, mostrando a pressão do crescimento dos maiores países em desenvolvimento sobre os recursos globais. O consumo chinês de materiais aproxima-se, hoje, dos níveis europeus, com 14 toneladas per capita. Trinta e cinco anos atrás essa cifra não chegava a duas toneladas per capita. Segundo o trabalho, a taxa metabólica do Brasil dobrou nos últimos 35 anos aproximando-se do atual nível chinês. E os países desenvolvidos? Tanto os trabalhos do Pnuma como os artigos do “Journal of Industrial Ecology” sustentam que suas taxas metabólicas são relativamente estáveis, pois nessas economias a expansão do consumo apoia-se no aumento da produtividade. Com isso, a riqueza poderia ser oferecida com o emprego de uma quantidade cada vez menor de materiais. Essas sociedades estariam apontando o caminho para o futuro, desacoplando os bens e serviços oferecidos da base material, energética e biótica em que eles se apoiam. A se confirmar essa hipótese, a economia global estaria passando, ao menos nos países mais desenvolvidos do planeta, por um salutar processo de desmaterialização que indicaria de forma estrategicamente decisiva o rumo do desenvolvimento sustentável. Nesse caso, graças ao avanço da ciência e da tecnologia, o crescimento econômico poderia persistir, sem ir além das fronteiras ecossistêmicas cuja ultrapassagem ameaça a vida social. Infelizmente, porém, essa hipótese foi refutada por um trabalho fundamental que acaba de ser publicado pela prestigiosa Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)dos EUA. Os cálculos levados adiante até aqui nos trabalhos do Pnuma e nos que compõem o número do “Journal of Industrial Ecology” tinham por base a relação entre o PIB de cada país e a extração nacional dos materiais necessários à sua reprodução (menos as exportações e mais as exportações destes materiais). No entanto, eles não contabilizavam o peso contido nos produtos industrializados que esses países importavam. Ora, ninguém ignora que em quase todos os países desenvolvidos a indústria sofreu um deslocamento, sobretudo em direção à China. Mas o consumo dos habitantes das nações mais ricas do planeta não diminuiu. O artigo da PNAS calculou a pegada material (material footprint) da economia global. Trata-se de saber não quanto um país extrai de sua própria superfície daqueles quatro materiais acima citados e sim qual o peso dos materiais contidos no que o país efetivamente consome, mesmo que estes materiais tenham vindo de outro lugar: o ferro que o Brasil exporta para a China e que entra no iPad vendido para a Grã-Bretanha é por essa abordagem contabilizado como pegada material do consumo britânico. E aí a leveza material do mundo rico se desmancha. O desacoplamento entre a riqueza e sua base material e energética ocorreu em proporção muito menor do que parecia. O uso de materiais retirados domesticamente no mundo desenvolvido se reduz porque estes materiais foram extraídos e transformados em outros países e não porque o progresso técnico tenha tornado a economia mais leve. O resultado é que quando se calcula a pegada material do consumo o mundo se torna muito menos homogêneo e plano do que se poderia imaginar. De fato, o total do consumo chinês de materiais, é o dobro do norte-americano e quatro vezes o japonês. Mas o consumo per capita de materiais dos chineses não chega a metade do norte-americano. A parcimônia no uso de materiais por parte dos japoneses é só aparente: sua pegada material é quase igual à dos americanos, da mesma forma que a dos britânicos. Dos 16,3 bilhões de toneladas de materiais que os chineses usam, nada menos que 7,3 bilhões corresponde ao que exportam, ou seja, ao consumo de pessoas vivendo em outros países. É, portanto, imenso o peso da pegada material das economias mais ricas do mundo, quando o comércio internacional é inserido no cálculo de seu metabolismo social. Essa revelação inédita mostra que aumentar a eficiência do sistema produtivo contemporâneo é fundamental, mas não afasta a urgente necessidade de repensar os padrões de consumo e o próprio sentido daquilo que o sistema econômico oferece à vida social. Ricardo Abramovay é professor-titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo. Também é autor do e-book “Lixo Zero – Gestão de Resíduos Sólidos para uma Sociedade Mais Próspera”. Twitter: @abramovay
sábado, 5 de outubro de 2013
Sonho de todo brasileiro: nosso dinheiro de volta aos cofres públicos.
Senado suspende compras de R$ 98 mil em supermercado para Renan Calheiros
por
Wilson Lima / iG Brasília
Publicada em 02/10/2013 19:21:55
Foto: Agência Brasil
Residência oficial consumia, em média, 10 quilos por dia de carne, peixes ou aves
O Senado suspendeu uma licitação para a compra de produtos
alimentícios e de limpeza para abastecer a residência oficial do
presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) no início da noite dessa
terça-feira (1). O procedimento previa gastos de R$ 98 mil em um período
de seis meses. A Casa informou o cancelamento da licitação ao ser
procurada pelo iG para explicar os gastos previstos, para uma reportagem
sobre o tema.
As despesas com a casa oficial da presidência do Senado representariam um custo médio de R$ 16,3 mil ao mês com a alimentação e suprimentos de limpeza. Pela previsão inicial, em seis meses, a residência oficial do Senado estimava consumir 1,7 toneladas de carnes, peixes ou aves – uma média aproximada de 10 quilos por dia. Na residência da presidência, mora apenas o presidente do Senado e sua família, composta pela esposa e mais dois filhos. Senadores ouvidos pelo iG disseram considerar incomum esse tipo de gasto principalmente pelos poucos eventos que ainda são realizados no local.
O procedimento licitatório para compra de produtos alimentícios e de limpeza para abastecer a casa oficial da presidência do Senado ocorreria nesta quarta-feira. No entanto, após ser questionado pela reportagem do iG , o novo diretor-geral da Casa, Helder Rebouças, informou, por meio da assessoria de imprensa da Casa, que decidiu suspender o pregão e reavaliar todo o processo. Rebouças não informou os motivos pelos quais houve a suspensão da licitação e porque a decisão ocorreu apenas após o questionamento da reportagem.
Entre os produtos inicialmente requeridos pelo Senado, estavam desde itens básicos, como arroz e feijão; passando por produtos para churrasco, como carvão e linguiça; e até produtos de primeira linha, como camarão especial.
No caso do camarão, o Senado pretendia gastar R$ 2,3 mil em 20 quilos do crustáceo de tamanho médio. Isso representa uma média de R$ 115 por quilo do produto. O Senado também estimava gastar R$ 2,7 mil em 25 quilos do camarão vermelho “G” – uma cota de aproximadamente R$ 110 por quilo. Ainda estavam na lista, 70 quilos de costela bovina, ao valor total de R$ 1,1 mil, e 100 quilos de filé mignon, cujo gasto total estava orçado em R$ 4 mil. A licitação previa a compra de 33 tipos diferentes de carnes.
Ainda na lista de compras para a residência oficial do presidente do Senado, estavam 20 quilos de salmão (R$ 1,7 mil), 50 quilos de picanha (de dois tipos diferentes), nectarina importada, 54 quilos de linguiça para churrasco, 30 quilos de carvão, 55 quilos de queijo de cinco tipos diferentes e 160 quilos de pão francês – uma estimativa de consumo de aproximadamente um quilo de pão diariamente. Ao todo, a lista de compras do senado, antes de ser “reavaliada”, 270 itens.
As despesas com a casa oficial da presidência do Senado representariam um custo médio de R$ 16,3 mil ao mês com a alimentação e suprimentos de limpeza. Pela previsão inicial, em seis meses, a residência oficial do Senado estimava consumir 1,7 toneladas de carnes, peixes ou aves – uma média aproximada de 10 quilos por dia. Na residência da presidência, mora apenas o presidente do Senado e sua família, composta pela esposa e mais dois filhos. Senadores ouvidos pelo iG disseram considerar incomum esse tipo de gasto principalmente pelos poucos eventos que ainda são realizados no local.
O procedimento licitatório para compra de produtos alimentícios e de limpeza para abastecer a casa oficial da presidência do Senado ocorreria nesta quarta-feira. No entanto, após ser questionado pela reportagem do iG , o novo diretor-geral da Casa, Helder Rebouças, informou, por meio da assessoria de imprensa da Casa, que decidiu suspender o pregão e reavaliar todo o processo. Rebouças não informou os motivos pelos quais houve a suspensão da licitação e porque a decisão ocorreu apenas após o questionamento da reportagem.
Entre os produtos inicialmente requeridos pelo Senado, estavam desde itens básicos, como arroz e feijão; passando por produtos para churrasco, como carvão e linguiça; e até produtos de primeira linha, como camarão especial.
No caso do camarão, o Senado pretendia gastar R$ 2,3 mil em 20 quilos do crustáceo de tamanho médio. Isso representa uma média de R$ 115 por quilo do produto. O Senado também estimava gastar R$ 2,7 mil em 25 quilos do camarão vermelho “G” – uma cota de aproximadamente R$ 110 por quilo. Ainda estavam na lista, 70 quilos de costela bovina, ao valor total de R$ 1,1 mil, e 100 quilos de filé mignon, cujo gasto total estava orçado em R$ 4 mil. A licitação previa a compra de 33 tipos diferentes de carnes.
Ainda na lista de compras para a residência oficial do presidente do Senado, estavam 20 quilos de salmão (R$ 1,7 mil), 50 quilos de picanha (de dois tipos diferentes), nectarina importada, 54 quilos de linguiça para churrasco, 30 quilos de carvão, 55 quilos de queijo de cinco tipos diferentes e 160 quilos de pão francês – uma estimativa de consumo de aproximadamente um quilo de pão diariamente. Ao todo, a lista de compras do senado, antes de ser “reavaliada”, 270 itens.
Assunto do momento: Marina Silva
Sirkis diz que Rede 'deu mole' e faz duras críticas a Marina
- Para ele, ex-senadora sequer cogitou que o registro do partido poderia ser rejeitado; Marina minimiza reação do aliado
- Ex-senadora liberou os marineiros a seguir caminho próprio; Miro foi o primeiro a seguir o conselho; Sirkis tentou ficar no PV, mas foi mal recebido e deixou o partido
BRASÍLIA - Principal articulador da criação da Rede,
de Marina Silva, o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) fez um desabafo,
classificado por ele como um “sincericídio”, hoje, em seu blog.
Angustiado com o prazo apertado para escolher uma nova sigla, já que
confirmou ao GLOBO que vai se desfiliar do PV na tarde de hoje, Sirkis
disse que a Rede “deu mole” ao não conseguir o número de assinaturas
necessárias e fez duras críticas a Marina, a quem compara a um líder
populista. Ele escreveu que a ex-senadora tem limitações, cultiva um
processo decisório “caótico” e que só saberia trabalhar com “seus
incondicionais”.
Sobre as declarações de Sirkis, Marina disse que o respeita, e que ele deve ter agido no calor do momento, dando as declarações após uma reunião tensa durante a madrugada.
- Ficamos até tarde numa reunião cansativa. O Alfredo teve de ir embora para encaminhar as questões que ele precisava, em função de ser um deputado com mandato, e não conversamos hoje. Mas o que aconteceu naquela reunião, depois da decisão, tinha a ver com um momento de tensão. Não sei o que foi dito, mas cada um que saiu daquele reunião foi descarregar suas tensões escrevendo alguma coisa para poder acalmar o coração.
Na reunião de ontem à noite, segundo Ilimar Franco, Marina teria liberado Sirkis e os demais deputados marineiros - Miro Teixeira (PDT-RJ), Reguffe (PDT-DF) e Walter Feldmann (PSDB-SP) - para que seguissem caminho próprio e sugeriu que eles ficassem nos seus atuais partidos. Miro, que ontem havia se desfiliado do PDT, se filiou no PROS nesta sexta-feira. Ele foi convidado a ingressar no partido pelo ex-ministro Ciro Gomes e pelo seu presidente regional, o deputado Hugo Leal. Miro tem a intenção de ser candidato ao governo do Rio pelo PROS. Ele relatou que Marina Silva está nesse momento fazendo uma conferência virtual da Rede para definir qual o rumo a tomar.
“Marina
é uma extraordinária líder popular, profundamente dedicada a uma causa
da qual compartilhamos e certamente a pessoa no país que melhor projeta o
discurso da sustentabilidade, da ética e da justiça socioambiental.
Possui, no entanto, limitações, como todos nós. Às vezes falha como
operadora política, comete equívocos de avaliação estratégica e tática,
cultiva um processo decisório ad hoc e caótico e acaba só conseguindo
trabalhar direito com seus incondicionais. Reage mal a críticas e
opiniões fortes discordantes e não estabelece alianças estratégicas com
seus pares. Tem certas características dos líderes populistas, embora
deles se distinga por uma generosidade e uma pureza d’alma que em geral
eles não têm”, escreveu Sirkis.
Ao dizer que não tem mais “idade nem paciência para fazer parte de séquitos incondicionais”, o deputado sinaliza que não seguirá o mesmo caminho de Marina, apesar de ressaltar que a apoiará para presidente da República. “Ficarei com Marina como candidata presidencial porque ela é a nossa voz para milhões de brasileiros, mas não esperem de mim a renúncia à lucidez e uma adesão mística incondicional, acrítica”, disse Sirkis em seu blog.
Ao desembarcar no início da tarde no Rio para conversar com dirigentes do PV fluminense e decidir a sua situação junto ao partido, Sirkis teceu mais críticas. Ele recriminou o fato de Marina não ter discutido um plano B com mais antecedência. Para o deputado, a ex-senadora não confiou nos quadros experientes que a cercam, por medo de que vazassem informações:
— É um processo caótico, se ela de fato cogitava ter um plano B, deveria estar sendo discutido com os quadros políticos mais experientes há pelo menos um mês, para a gente mapear as alternativas. Esse negócio jogado, assim, a 18 horas do término do prazo de filiação, eu acho absolutamente temerário. E também reveladora de uma certa falta de confiança nas pessoas. Ela se recusou a discutir até anteontem a noite, o Miro (Teixeira) insistiu, e ela não quis. Então, é um caos absoluto. Eu, francamente, achava que ela não teria plano B, mas tendo um plano B, ele teria que ter sido discutido, mas acho que ela não confiou, ficou com medo de as pessoas vazarem informações, e resolveu não discutir, e na última hora é um caos — disse Sirkis.
Depois de dizer que estava ‘que nem cego em tiroteio’, pois esperava a definição de Marina para resolver o seu destino na política, o deputado confirmou a desfiliação ao Partido Verde, depois de receber um recado pela deputada Aspasia Camargo, favorável à sua permanência, de que o presidente nacional do partido, José Luis Penna (PV-SP), não conversaria com Sirkis.
— Já que ele se recusa a conversar comigo e desmarcaram a reunião, eu estou mandando um ofício me desfiliando do PV, porque se recusam a falar comigo. Eu, fundador do Partido Verde, autor do manifesto e do programa do partido, presidente do PV durante oito anos, eles se recusam a conversar.
O deputado confirmou que tem duas possibilidades, se filiar ao PPS ou ao PSB. Ao admitir discordâncias na reunião de ontem, em Brasília, Sirkis criticou a pressão que a maioria dos participantes fez sobre Marina para que se lançasse candidata a qualquer custo.
— Foi uma reunião muito emocional, rolou de tudo. O que me irritou foi que estavam fazendo muita pressão para ela ser candidata a qualquer preço, achei injusto colocar ela numa situação dessas. (Pressão) de muita gente que estava lá. Só achei muito fora de tom, como se o mundo fosse acabar se ela não fosse candidata. Acaba sendo uma chantagem, mesmo que as pessoas o façam inconscientemente, isso foi cruel.
Sirkis defendeu a ida de Marina para o PPS e disse que a ideia de que, no partido, a ex-senadora possa virar um braço articulador da candidatura do pré-candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves, é ‘discurso petista’. Ele admitiu que, qualquer que seja o partido, Marina vai pagar um preço caso se filie.
— É uma decisão dela, o problema é que, para ser (candidata), ela vai ter que avaliar muito bem os desgastes que as soluções acarretam. Desgaste vai haver de qualquer maneira. Ela possui uma imagem muito de princípios, então para ela vai ser embaraçoso, mas se chegar à conclusão de que deve concorrer, acho que o PPS é uma opção digna. Eu, pessoalmente, não me oponho. Pode ir, mas vai pagar o preço, e pode ser que valha a pena.
Feldman continuará seguindo Marina
O deputado Walter Feldman desfiliou-se do PSDB no dia 2 de outubro, dia do ato realizado pela Rede Sustentabilidade na Praça dos Três Poderes como força de pressionar pela concessão do registro eleitoral à nova legenda. No ato, Feldman afirmou que não era certa nem mesmo sua candidatura a deputado federal, mesmo que o TSE concedesse o registro à Rede.
- Eu sempre defendi que devemos ficar só dois mandatos em cada cargo, já estou há quatro mandatos como federal. Quando assinei a lista de pré-filiação na Rede, disse que sairia candidato. Temos que abrir espaço para o novo - disse Feldman, na última quarta-feira.
Apesar de uma reação do diretório municipal para tentar expulsar Feldman do partido, porque ele estava ao lado de Marina construindo a Rede, o direção estadual e nacional do partido não levaram a questão adiante e não haveria problema em garantir legenda para Feldman disputar uma vaga de deputado federal em 2014 pelo partido. Tucanos afirmam, no entanto, que Feldman perdeu espaço eleitoral em São Paulo em 2010, não estava cultivando vida orgânica partidária no PSDB e apostava que talvez, junto à Marina, com um outro discurso teria mais chance de se eleger. Ele não pretende disputar as eleições do próximo ano e continuará seguindo a ex-senadora.
“O coação dela é de quem quer ser candidata”
Ontem à noite, durante a reunião de Marina com a equipe, detalha Ilimar Franco, um dos parlamentares que entrou madrugada adentro com a ex-senador relatou que “o coração dela” é de quem quer ser candidata a presidente da República. “A Marina acha que tem chances reais de vencer”, contou este deputado. O obstáculo para que ela diga sim à candidatura, na verdade, se refere aos partidos que se colocaram à sua disposição.
A própria Marina teria dito que seria desconfortável ela concorrer pelo PPS. O partido votou contra a sua posição no Código Florestal, considera um tema emblemático e sensível de sua candidatura. Além disso, ela afirmou que não assumiriam um discurso de oposição radical ao governo Dilma. No encontro, também foram debatidas outras duas alternativas: o PEN e o PHS. Mas ela teme ver sua imagem associada a um balcão de negócios e a ingressar numa sigla que “venda” a sua candidatura lá na frente.
Sobre as declarações de Sirkis, Marina disse que o respeita, e que ele deve ter agido no calor do momento, dando as declarações após uma reunião tensa durante a madrugada.
- Ficamos até tarde numa reunião cansativa. O Alfredo teve de ir embora para encaminhar as questões que ele precisava, em função de ser um deputado com mandato, e não conversamos hoje. Mas o que aconteceu naquela reunião, depois da decisão, tinha a ver com um momento de tensão. Não sei o que foi dito, mas cada um que saiu daquele reunião foi descarregar suas tensões escrevendo alguma coisa para poder acalmar o coração.
Na reunião de ontem à noite, segundo Ilimar Franco, Marina teria liberado Sirkis e os demais deputados marineiros - Miro Teixeira (PDT-RJ), Reguffe (PDT-DF) e Walter Feldmann (PSDB-SP) - para que seguissem caminho próprio e sugeriu que eles ficassem nos seus atuais partidos. Miro, que ontem havia se desfiliado do PDT, se filiou no PROS nesta sexta-feira. Ele foi convidado a ingressar no partido pelo ex-ministro Ciro Gomes e pelo seu presidente regional, o deputado Hugo Leal. Miro tem a intenção de ser candidato ao governo do Rio pelo PROS. Ele relatou que Marina Silva está nesse momento fazendo uma conferência virtual da Rede para definir qual o rumo a tomar.
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- Em longa madrugada, Marina Silva assegura que manterá coerência
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Ao dizer que não tem mais “idade nem paciência para fazer parte de séquitos incondicionais”, o deputado sinaliza que não seguirá o mesmo caminho de Marina, apesar de ressaltar que a apoiará para presidente da República. “Ficarei com Marina como candidata presidencial porque ela é a nossa voz para milhões de brasileiros, mas não esperem de mim a renúncia à lucidez e uma adesão mística incondicional, acrítica”, disse Sirkis em seu blog.
Ao desembarcar no início da tarde no Rio para conversar com dirigentes do PV fluminense e decidir a sua situação junto ao partido, Sirkis teceu mais críticas. Ele recriminou o fato de Marina não ter discutido um plano B com mais antecedência. Para o deputado, a ex-senadora não confiou nos quadros experientes que a cercam, por medo de que vazassem informações:
— É um processo caótico, se ela de fato cogitava ter um plano B, deveria estar sendo discutido com os quadros políticos mais experientes há pelo menos um mês, para a gente mapear as alternativas. Esse negócio jogado, assim, a 18 horas do término do prazo de filiação, eu acho absolutamente temerário. E também reveladora de uma certa falta de confiança nas pessoas. Ela se recusou a discutir até anteontem a noite, o Miro (Teixeira) insistiu, e ela não quis. Então, é um caos absoluto. Eu, francamente, achava que ela não teria plano B, mas tendo um plano B, ele teria que ter sido discutido, mas acho que ela não confiou, ficou com medo de as pessoas vazarem informações, e resolveu não discutir, e na última hora é um caos — disse Sirkis.
Depois de dizer que estava ‘que nem cego em tiroteio’, pois esperava a definição de Marina para resolver o seu destino na política, o deputado confirmou a desfiliação ao Partido Verde, depois de receber um recado pela deputada Aspasia Camargo, favorável à sua permanência, de que o presidente nacional do partido, José Luis Penna (PV-SP), não conversaria com Sirkis.
— Já que ele se recusa a conversar comigo e desmarcaram a reunião, eu estou mandando um ofício me desfiliando do PV, porque se recusam a falar comigo. Eu, fundador do Partido Verde, autor do manifesto e do programa do partido, presidente do PV durante oito anos, eles se recusam a conversar.
O deputado confirmou que tem duas possibilidades, se filiar ao PPS ou ao PSB. Ao admitir discordâncias na reunião de ontem, em Brasília, Sirkis criticou a pressão que a maioria dos participantes fez sobre Marina para que se lançasse candidata a qualquer custo.
— Foi uma reunião muito emocional, rolou de tudo. O que me irritou foi que estavam fazendo muita pressão para ela ser candidata a qualquer preço, achei injusto colocar ela numa situação dessas. (Pressão) de muita gente que estava lá. Só achei muito fora de tom, como se o mundo fosse acabar se ela não fosse candidata. Acaba sendo uma chantagem, mesmo que as pessoas o façam inconscientemente, isso foi cruel.
Sirkis defendeu a ida de Marina para o PPS e disse que a ideia de que, no partido, a ex-senadora possa virar um braço articulador da candidatura do pré-candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves, é ‘discurso petista’. Ele admitiu que, qualquer que seja o partido, Marina vai pagar um preço caso se filie.
— É uma decisão dela, o problema é que, para ser (candidata), ela vai ter que avaliar muito bem os desgastes que as soluções acarretam. Desgaste vai haver de qualquer maneira. Ela possui uma imagem muito de princípios, então para ela vai ser embaraçoso, mas se chegar à conclusão de que deve concorrer, acho que o PPS é uma opção digna. Eu, pessoalmente, não me oponho. Pode ir, mas vai pagar o preço, e pode ser que valha a pena.
Feldman continuará seguindo Marina
O deputado Walter Feldman desfiliou-se do PSDB no dia 2 de outubro, dia do ato realizado pela Rede Sustentabilidade na Praça dos Três Poderes como força de pressionar pela concessão do registro eleitoral à nova legenda. No ato, Feldman afirmou que não era certa nem mesmo sua candidatura a deputado federal, mesmo que o TSE concedesse o registro à Rede.
- Eu sempre defendi que devemos ficar só dois mandatos em cada cargo, já estou há quatro mandatos como federal. Quando assinei a lista de pré-filiação na Rede, disse que sairia candidato. Temos que abrir espaço para o novo - disse Feldman, na última quarta-feira.
Apesar de uma reação do diretório municipal para tentar expulsar Feldman do partido, porque ele estava ao lado de Marina construindo a Rede, o direção estadual e nacional do partido não levaram a questão adiante e não haveria problema em garantir legenda para Feldman disputar uma vaga de deputado federal em 2014 pelo partido. Tucanos afirmam, no entanto, que Feldman perdeu espaço eleitoral em São Paulo em 2010, não estava cultivando vida orgânica partidária no PSDB e apostava que talvez, junto à Marina, com um outro discurso teria mais chance de se eleger. Ele não pretende disputar as eleições do próximo ano e continuará seguindo a ex-senadora.
“O coação dela é de quem quer ser candidata”
Ontem à noite, durante a reunião de Marina com a equipe, detalha Ilimar Franco, um dos parlamentares que entrou madrugada adentro com a ex-senador relatou que “o coração dela” é de quem quer ser candidata a presidente da República. “A Marina acha que tem chances reais de vencer”, contou este deputado. O obstáculo para que ela diga sim à candidatura, na verdade, se refere aos partidos que se colocaram à sua disposição.
A própria Marina teria dito que seria desconfortável ela concorrer pelo PPS. O partido votou contra a sua posição no Código Florestal, considera um tema emblemático e sensível de sua candidatura. Além disso, ela afirmou que não assumiriam um discurso de oposição radical ao governo Dilma. No encontro, também foram debatidas outras duas alternativas: o PEN e o PHS. Mas ela teme ver sua imagem associada a um balcão de negócios e a ingressar numa sigla que “venda” a sua candidatura lá na frente.
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Quando crianças brincam.
Quando as crianças brincam
Fernando Pessoa
Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.
E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.
Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração.
art" arthur john elsley"
Quando as crianças brincam
Fernando Pessoa
Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.
E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.
Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração.
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E eu as oiço brincar,
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Começa a se alegrar.
E toda aquela infância
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Se quem fui é enigma,
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