segunda-feira, 23 de abril de 2012

Combate a seca no Nordeste.

Segunda-feira, 23 de abril de 2012 às 19:06

Governo anuncia medidas para combater efeitos da seca no Nordeste

Presidenta Dilma Rousseff durante reunião com governadores de estados afetados pela seca. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, afirmou hoje (23), em Sergipe, que o governo federal vai disponibilizar R$ 2,7 bilhões para ações de combate aos efeitos da seca que atinge os estados do Nordeste. Após reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e os governadores da região em Aracaju (SE), o ministro explicou que as medidas se antecipam ao agravamento da estiagem previsto para os próximos meses.
Segundo ele, no âmbito do Programa Água para Todos, o governo vai liberar R$ 799 milhões para perfuração de poços artesianos e para construção de cisternas e de sistemas de abastecimento de água e de irrigação comunitária. Outros R$ 144 milhões serão aplicados na Operação Carro Pipa.
Para atender os agricultores familiares do semiárido, o Programa Garantia Safra será reforçado. De acordo com o ministro, os agricultores que não forem atendidos pelo Garantia Safra serão incluídos no Programa Bolsa Estiagem. Eles receberão R$ 400 em cinco parcelas de R$ 80. Segundo Fernando Bezerra, mais de 1.100 municípios deverão sofrer os efeitos da estiagem nos próximos meses.
Antes da reunião com os governadores, a presidenta Dilma já havia sinalizado o anúncio das medidas contra a seca.
“Nós não pretendemos deixar que a seca devaste tudo o que conquistamos nos últimos anos de crescimento, de melhoria de vida, de condições de sobrevivência no semiárido nordestino”, disse a presidenta em cerimônia no município de Rosário do Catete.

sábado, 21 de abril de 2012

Preço dos Pedagios em discussão.

O estudo do Ipea sobre o preço dos pedágios

Por Marco Antonio L.
De Opensanti
Estudo traz luz à questão do preço dos pedágios
O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) “Rodovias brasileiras: Investimentos, concessões e tarifas de pedágio”, agora divulgado, tem o mérito de colocar luz sobre a questão das tarifas de pegágio cobradas nas concessões de rodovias no Brasil.
O criterioso levantamento nos sete Estados em que houve concessões, comprova as diferenças gritantes entre o modelo de privatização das rodovias federais adotado nas gestões de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e no de concessões do ex-presidente Lula (2003-2010), seguido pelo governo da presidenta Dilma Rousseff.
p>Não é preciso dizer muito, os números falam por si. Na primeira etapa de concessões federais entre 1995-1997, era FHC, a tarifa média cobrada por 100 km rodados foi de R$ 9,86. Naquele modelo, privilegiou-se o maior preço pago pela rodovia. Na era Lula, entre 2008 e 2009, a tarifa é significativamente inferior, de R$ 2,96 pagos pelos mesmos 100 km. Neste caso, as conessões foram dadas às empresas que ofereceram menor pedágio. Entre as concessões feitas pelos Estados que seguiram o mesmo modelo de FHC, chamam a atenção as do governo de São Paulo. A tarifa média por km no Estado é de R$ 12,76, muito superior à média brasileira de R$ 9,04. Na 1ª etapa das concessões, 1997/1998 (gestão Mário Covas), o valor da tarifa bateu em R$ 13,65 por 100 km. Uma década depois, nas concessões do período de 2008/2009, mesmo com a inflação em queda e a Selic em um patamar inferior, ainda assim, o governo de José Serra persistiu no erro.
"Experiência não foi aproveitada"
Pedágio da Imigrantes em São Paulo (SP)
“A experiência acumulada durante a 1ª etapa de concessão (em São Paulo) pouco foi aproveitada para realizar aperfeiçoamentos nos contratos na questão tarifária, diferentemente do que fez o governo federal”, afirma o texto da pesquisa do IPEA. Nesta 2ª etapa, enquanto as rodovias federais concedidas cobravam tarifas de R$ 2,96 (100 km), o governo tucano paulista consolidou uma tarifa média de R$ 10,62 pelo mesmo trecho, três vezes mais.
O IPEA também traz luz sobre como as tarifas de pedágio são reajustadas. Há uma miríade de critérios, conforme a concessão. Na primeira etapa de concessões do governo federal (1995-1997), época de inflação e Selic altas, as tarifas de pedágio partiram de patamares elevados.
Assim, em 2011, o valor médio dessas tarifas foi de R$ 9,86/100 km. Em geral, o índice adotado foi o IGP-M, com grande prejuízo aos usuários. De maio de 1995, início da cobrança do pedágio pelo governo federal a janeiro de 2011, a variação foi de 300%, ante 197% do IPCA. Ou seja, as tarifas cresceram, em média, 121% acima da inflação medida pelo IPCA para os últimos 15 anos.
Na 2ª etapa de concessões federais o cenário econômico nacional havia se alterado e o governo Lula adotou o IPCA como base para indicador de reajustes anuais, além de outros critérios. (Leia a íntegra do estudo). Fonte: Wikipedia
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Postado por OpenSanti. com

Proteção á pessoas com Autismo.

Deputados e entidades querem proteção de pessoas com autismo

Luiz Cruvinel
Sessão Solene em Homenagem ao dia Internacional da Conscientização do Autismo
Jovens autistas fazem apresentação no Plenário da Câmara.
Deputados e representantes de organizações não governamentais pediram nesta segunda-feira a aprovação, pela Câmara, do Projeto de Lei 1631/11, do Senado, que cria uma política de proteção dos direitos dos autistas e os equipara às pessoas com deficiência. Atualmente, por não ser considerado deficiente, o autista não consegue ser atendido no sistema público de saúde.
A proposta, aprovada na quarta-feira (28) pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, ainda depende de análise de outras duas comissões e do Plenário. O projeto foi lembrado em sessão solene que comemorou o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo (2 de abril).
“Vamos pedir a prevalência da proposta na Comissão de Seguridade Social e Família, que é a próxima a analisá-la, e também conversar com o presidente da Casa, para que tenhamos o projeto apreciado o mais rapidamente possível”, garantiu a deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão.
Transtorno
O autismo é um transtorno neurológico que afeta o indivíduo em três áreas: interação social, comunicação e imaginação. Não se conhecem exatamente suas causas, mas os sintomas costumam aparecer antes dos três anos de idade. O portador tem dificuldade em manter contato social, comunicar-se espontaneamente e realizar tarefas cotidianas. A linguagem é atrasada ou, nos casos mais graves, não se manifesta. O comportamento tende a ser repetitivo em áreas de interesse.
Estima-se que haja 2 milhões de autistas no Brasil, muitas vezes não diagnosticados. A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que sugeriu a sessão, reclamou da falta de políticas públicas relacionadas ao problema. “Em nosso país não existe diagnóstico precoce na rede pública de saúde, a família não recebe apoio psicológico adequado”, observou a parlamentar, em mensagem lida no plenário. A consequência é que os autistas – em sua maioria pessoas do sexo masculino – são mantidos segregados por suas famílias, tendo mesmo recebido o apelido de “meninos do porão”.
Na opinião do deputado Policarpo (PT-DF), que relatou o PL 1631/11 na Comissão de Trabalho, o dia 2 de abril é importante para derrubar mitos que cercam o autismo, como o de que essas pessoas vivem em um mundo próprio, sem entender o que ocorre ao seu redor. “Ao assegurar direitos, o projeto de lei contribui para diminuir o preconceito. O tratamento precoce tem resultados promissores, e a inclusão escolar é fundamental para desenvolvimento das habilidades dos autistas”, observou o relator.
No ano passado, a TV Câmara ouviu uma psiquiatra infantil sobre o autismo. Assista ao programa.
Centros de tratamento
Por sua vez, a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) sugeriu que se aumente o orçamento destinado à saúde mental. No caso dos autistas, ressaltou, faltam investimentos em centros de tratamento com fonoaudiólogos, terapeutas, psicólogos, neurologistas, psiquiatras e nutricionistas.
Em mensagem lida na sessão pelo deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), o presidente da Câmara, Marco Maia, destacou a importância do envolvimento do Parlamento na questão. “Democracia não é apenas a obediência às maiorias. A democracia talvez seja melhor descrita como o respeito às minorias”, disse.
Iluminação especial
Alguns dos principais cartões-postais do País vão ganhar uma iluminação especial no início da noite desta segunda-feira, em tons de azul, para marcar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A iniciativa tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
Serão iluminados, entre outros monumentos, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro;  o Teatro Amazonas, em Manaus; e o prédio do Congresso Nacional, em Brasília.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Wilson Silveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Teorias do Conhecimento.

A Teoria do Conhecimento na antiguidade: contribuições para o pensamento filosófico na Idade Moderna.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume jan., Série 17/01, 2011, p.01-08.

Modernamente, a Teoria do Conhecimento é um ramo da filosofia que estuda a possibilidade e a capacidade humana de conhecer a realidade, opondo-se a metafísica.
Neste sentido, utiliza a axiologia (do grego axios = valor), questionando a construção dos valores humanos.
Uma postura fundada por René Descartes, o pai do racionalismo, embora exista uma corrente teórica que defende John Locke como sendo o verdadeiro fundador da moderna Teoria do Conhecimento.
No entanto, apesar de não existir ainda nominalmente, as questões em torno da Teoria do Conhecimento remontam a antiguidade.
Foi quando se estabeleceram as bases que permitiriam aprofundar o debate sobre a possibilidade de conhecer a realidade.
Entretanto, para os gregos antigos a Teoria do Conhecimento era chamada de epistemologia.
Uma palavra derivada a partir de outra, do grego episteme, que significa ciência, conhecimento ou discurso.
Portanto, a análise da construção do discurso e, simultaneamente, o estudo da construção do conhecimento.
Nada mais natural, até porque é próprio da filosofia considerar qualquer teoria como não mais que um discurso bem construído, não possuindo necessariamente correspondência com a realidade.
Uma concepção um pouco diferente da moderna Teoria do Conhecimento, a qual considera a observação da realidade, enquanto um ponto de intersecção entre verdade e senso comum, para tentar entender como o conhecimento é construído.
É interessante notar que a ciência é outro ponto de intersecção possível entre verdade e senso comum, assim também fazendo parte da Teoria do Conhecimento.


Os pré-socráticos.
Os pré-socráticos, notadamente três pensadores que viveram na Grécia do século IV. a.C, iniciaram a discussão em torno da Teoria do Conhecimento, sob a égide da epistemologia: Heráclito, Parmênides e Demócrito.
Para Heráclito, seria impossível conhecer a realidade concreta, pois existiria uma diferença entre o que percebemos e o que temos a capacidade de entender.
Isto porque a natureza está em fluxo perpétuo, tudo se modifica mais rápido do que temos a capacidade de entender.
A partir deste raciocínio, ele criou a teoria do Devir, uma palavra que em grego significa mudança constante, usando a famosa analogia do rio.
Um homem não pode atravessar o mesmo rio duas vezes, pois as águas já não são as mesmas, já que o liquido corre, assim como o homem não é o mesmo, pois ele também se modifica.
Parmênides chegou à mesma conclusão por um caminho diferente, embora parecido.
Para ele só seria possível conhecer aquilo que permanece imutável, pois estando o mundo em constante mudança, o que o pensamento entende já não corresponde à realidade, já passou.
Em outras palavras, ao beber a água de um rio, é impossível dizer se dita água é boa, pois ao fazer esta afirmação, a água que corre pelo rio já não é a mesma que foi ingerida.
Portanto, só podemos dizer o que foi e não o que é.
Uma conclusão diferente da idéia defendida por Heráclito, uma vez que, para este, o que a razão entende não é o que passou, mas sim algo que não corresponde à realidade porque reflete o que os sentidos percebem como real, sem que exista correspondência com a realidade.
No entanto, para Parmênides, observando o que está por trás das aparências é possível entender a realidade, o que implica em descobrir a essência das coisas perguntando: “O que é?”
É a partir desta premissa que Parmênides criou a teoria do ser, segundo a qual toda mudança é ilusória, pois a essência do ser é sempre a mesma, permanece imutável.
É por isto que o ser é definido simplesmente como aquilo que é.
Dentro deste raciocínio, Parmênides dizia que tudo é ser e não ser, a despeito de existir também o vir a ser; ou seja, os sentidos enganam, mas a razão pode identificar o que é ou não e deduzir o que pode se tornar.
Entretanto, Heráclito e Parmênides chegaram a uma mesma conclusão: existe um descompasso entre a realidade e o entendimento, seja este tributário dos sentidos ou da razão.
Na realidade, com estes pensadores, são fundadas duas tradições: a partir de Heráclito baseada na confiança nos sentidos, o que seria continuado pelos empiristas na entrada da modernidade; enquanto Parmênides estabelece a centralização na razão, um prelúdio do racionalismo cartesiano.
Diferente dos dois, Demócrito estabeleceu a teoria conhecida como atomismo, à realidade constituída por átomos, aquilo que não pode ser dividido.
Para ele, sendo o mundo constituído por diferentes átomos, os quais são imutáveis, o mundo e o conhecimento dele é concreto, portanto real.
Temos a impressão de mudanças conforme os átomos sofrem re-arranjos de combinações, mas os átomos permanecem os mesmos.
A percepção não é ilusória, os sentidos percebem aquilo que realmente é, embora somente o pensamento, a razão, seria capaz de observar os reajustes dos átomos e a realidade.
Em certa medida, Demócrito funda a tradição que seria seguida por Kant no século XVIII, ao mesmo tempo, também seguida pelo iluminismo.


Os sofistas e o pensamento socrático.
Os sofistas foram os primeiros políticos e advogados do mundo Ocidental, compunham um grupo que cobrava para ensinar e defender pontos de vista, sendo considerados guardiões da democracia em Atenas e os primeiros professores remunerados.
Dentre os sofistas, destacaram-se Protágoras, Górgias e Isócrates.
Todos viveram na Grécia do século V. a.C.
Refletindo sobre o antagonismo entre os filósofos anteriores, os sofistas terminaram concluindo que o conhecimento é relativo, podendo refletir múltiplas opiniões, isto porque essência da realidade não pode ser conhecida.
Górgias, por exemplo, colocou-se contra Parmênides, afirmando que o ser não existia, pois seria impossível determinar a essência das coisas.
Para ele não é possível dizer o que uma coisa é ou não é, já que poderia ser muitas coisas ou nada.
Na opinião dos sofistas, tudo era apenas uma questão de retórica, linguagem manipulada para modificar a percepção da realidade, os interlocutores percebem o mundo de acordo com a construção do discurso.
Os sofistas defendiam o relativismo, Protágoras cunhou a frase “o homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são”.
Tentava expressar a idéia de que tudo é conhecido de forma particular por cada um, não existindo conceito absoluto.
Dentro deste contexto, Górgias se notabilizou por responder questões, sem preparo algum, usando apenas a arte da retórica, defendendo idéias absurdas e fazendo os ouvintes chegarem à conclusão de que eram possíveis.
Ele persuadia o interlocutor usando o controle das emoções, envolvendo os sujeitos para convencer.
Isócrates também usou a arte da retórica para persuadir, utilizando a mitologia para validar sua argumentação, inaugurando a manipulação política do povo pelo orador, fundando uma escola de eloqüência.
Um estilo de construção do raciocínio que iludia as pessoas, levando a aceitar fatos totalmente destoantes da realidade.
Justamente diante da utilização política da linguagem pelos sofistas, o pensamento socrático tencionava demonstrar como a realidade era mais complexa do que aparentava.
Para conhecer a realidade, seria necessário afastar as ilusões perpetuadas pela linguagem e os sentidos, o que é expresso pela famosa alegoria do mito da caverna.
O personagem Sócrates duvidava que a filosofia pudesse ser ensinada, como propunham os sofistas, achava que as inquietações deveriam brotar de dentro de cada um.
Também ao contrário dos sofistas, a tradição socrática buscava um conhecimento absoluto e inquestionável, julgando que era possível sim conhecer a realidade, bastava sair da caverna, buscar a verdade por trás das aparências.
Neste sentido, o conhecimento só era limitado pela própria ignorância do sujeito.
O que é expresso pela frase: “só sei que nada sei”.
Simbolismo que significa que quanto mais aprendemos, mais percebemos saber pouco, pois ainda resta muito a conhecer.
A idéia é que, ao sentir-se ignorante, o sujeito se coloca em uma postura de constante aprendizado, sendo possível conhecer realidades provisórias que vão se substituindo e expandindo o conhecimento acumulado.
Na realidade um principio básico que iria forjar o que entendemos por ciência hoje, afinal o que são teorias se não verdades provisórias adotadas até que outras venham substituí-las.


A contribuição de Platão.
Platão viveu em Atenas, na Grécia, no século V. a. C., era de origem nobre, descendia da alta aristocracia; viajou pelo Egito e Península Itálica, acabando escravizado em Siracusa, onde foi comprado e libertado por um amigo, quando voltou para sua cidade natal.
Seu verdadeiro nome era Arístocles, Platão era um apelido, que significava ombros largos, um atributo considerado muito atraente entre os gregos na época.
Em Atenas, de volta da aventura, fundou a Academia, uma escola que seria conservada funcionando pelos próximos mil anos.
Platão demonstrou grande preocupação pelo cárcere representado pelo corpo, defendendo a idéia de que a morte era a libertação definitiva de um mundo ilusório.
Para ele, a realidade percebida pelos sentidos é apenas uma cópia imperfeita daquilo que existe no pensamento, já que o percebido não passa de aparência.

Existiriam dois mundos diferentes:
1.      Mundo Sensível, o qual muda constantemente, puro devir, percebido pelos sentidos, onde se passam os fenômenos, sendo apenas uma cópia imperfeita da realidade.
2.      Mundo Inteligível ou das Idéias, livre de mudanças e presente no pensamento, refletindo a verdadeira realidade, enxergando por trás das aparências.

Esta concepção faz parte da hierarquização do mundo presente na essência de todo o pensamento platônico, já que existiriam graus de conhecimento entre o mundo sensível e inteligível.
A matemática estaria no grau mais puro e verdadeiro do conhecimento da realidade, pertencendo completamente ao contexto das idéias, sendo pura abstração.
Platão tentou resolver a oposição entre Heráclito e Parmênides, buscando uma solução para a oposição entre a idéia de que tudo é movimento e de que isto é uma ilusão, pois a essência não muda.
Para isto elaborou uma teoria gnosiológica (gnosis = conhecimento), demonstrando preocupação com a validade da construção do conhecimento.
Pensou na afirmação de Heráclito de que é impossível dizer o que é uma árvore, uma vez que ela muda conforme cresce existem muitas espécies.
Contraposta a idéia de Parmênides de que a árvore muda desde a semente até morrer, existindo muitas espécies, mas sua essência é ser árvore.
Platão resolveu a questão de forma diferente de Demócrito, não usando o subterfúgio do átomo.
Para ele, a árvore muda porque não é apenas uma idéia, mas uma representação do pensamento, uma cópia imperfeita da realidade.
Platão usa um mito para explicar este conceito, supondo que, antes de nascer, a alma vivia em uma estrela, onde se localizavam as idéias.
Ao nascer, o impacto leva ao esquecimento, mas a anamnesis (reminiscência) conduz a recordar a partir das cópias imperfeitas da realidade.
Portanto, é impossível conhecer a realidade vivendo neste plano térreo de existência, o que pensamos saber é apenas uma sombra da verdade.
O conhecimento mais próximo da realidade concreta está apenas no mundo das idéias, daí inclusive a expressão amor platônico significando originalmente que o verdadeiro amor pertence aquilo que é imaginado e não ao vivido.
Uma vez que o imaginado é real para quem imagina, enquanto o vivido pode parecer real para mim, mas não ser para o outro.


As idéias de Aristóteles.
Aristóteles nasceu em Estagira no século IV. a. C., filho do médico pessoal do rei da Macedônia, na Grécia, indo para Atenas aos dezesseis anos de idade para estudar na Academia de Platão.
Mais tarde, foi professor de Alexandre, o Grande, filho do rei da Macedônia de quem o pai de Aristóteles foi médico.
O pensamento aristotélico parte do mesmo principio hierarquizado das idéias platônicas, distinguindo graus de conhecimento que transitam entre o mundo sensível e inteligível.
No entanto, diferente de Platão, Aristóteles afirma que a realidade é formada pelo acumulo de graus.
Embora as idéias expressem a verdade, este conhecimento é inútil, pois a realidade é uma junção de graus.
Isto porque, além da razão e dos sentidos, para conhecer é necessário usar a intuição, um raciocínio inconsciente, uma suposição sobre o que pode ser.
A matemática insere-se, neste contexto, como grau mais puro de conhecimento.
Diferente de Platão, Aristóteles não considera que a matemática pertence ao mundo das idéias, sendo puramente intuitiva, precisando da soma dos graus para existir como conhecimento.
A matemática necessitaria da razão, dos sentidos e da intuição como instrumentos que ajudam a pensar sem equívocos.
O que, por sua vez, originou a idéia de que não é possível encontrar a essência das coisas.
Assim, a questões éticas não seriam possíveis de aplicação prática, já que não é possível definir “o que é”.
Para estas questões, Aristóteles encontrou como solução a repetição das ações para garantir a ordem das coisas e atingir a felicidade.
Não sendo possível dizer o que é imutável, como definir, por exemplo, o que é a virtude?
O virtuoso se torna o que está convencionado pela repetição dos atos.
O que originou o silogismo, a demonstração do raciocínio dedutivo por meio de operações do pensamento, envolvendo premissas que permitem chegar a uma conclusão.
Um raciocínio que, segundo Aristóteles, permite se aproximar do conhecimento da realidade.


Concluindo.
A despeito da discussão iniciada na antiguidade, durante a Idade Média, o cristianismo interrompeu o debate em torno da possibilidade de conhecer.
Isto porque o cristianismo medieval distinguiu as verdades de fé, reveladas, e a realidade racional.

Em outras palavras, a realidade passou a ser aquela que Deus permite conhecer, revelada pelo poder eclesiástico.

Esta forma de enxergar o mundo só começou a mudar a partir da contestação de alguns pensadores, entre eles, nos século XVII, René Descartes na França e John Locke na Inglaterra.
Os dois, conforme a corrente teórica, são considerados fundadores da moderna teoria do conhecimento.
Entretanto, Descartes segue uma tradição iniciada na antiguidade por Parmênides, baseada na razão, representando o racionalismo.
Locke continuou a vertente iniciada por Heráclito, baseada nos sentidos, originando, junto com outros filósofos de sua época, empirismo.
Assim, ao observar o pensamento filosófico na Idade Moderna, devermos ter em mente a forte contribuição de uma discussão densa iniciada na antiguidade.


Para saber mais sobre o assunto.
ALQUIÉ, F. et. alli. Galileu, Descartes e o mecanismo. Lisboa: Gradiva, 1987.
CHAUI, M. Convite a filosofia. São Paulo: Ática, 1984.
KOYRÉ, A. Considerações sobre Descartes. Lisboa: Presença, 1963.
KUJAWSKI, G. Descartes existencial. São Paulo: Edusp. 1969.
MACIEL JR, A. Pré-socráticos: a invenção da razão. São Paulo: Odysseus, 2007.
PLATÃO. A república. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000.
SANTOS, J. Do empirismo a fenomenologia. São Paulo: Loyola, 2010.


Texto: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

Raízes Indígenas de minha Gavião Peixoto.




Valorizando e preservando as raízes
Os índios representam uma parcela muito importante e expressiva da população, que precisa ser resguardada como um dos tesouros étnicos do Brasil. O processo de colonização levou à extinção muitas sociedades indígenas que viviam no território dominado, seja pela ação das armas, seja em decorrência do contágio por doenças trazidas dos países distantes, ou ainda, pela aplicação de políticas visando à "assimilação" dos índios à nova sociedade implantada, com forte influência européia.

Os índios brasileiros sobrevivem utilizando os recursos naturais oferecidos pela natureza. Para eles, a terra é um bem coletivo. Aprenda sobre seus costumes e tradições.

Os colonizadores viam os índios como seres inferiores e incapazes, que precisavam adquirir novos hábitos para estarem aptos a conviver com eles. Os nativos perderam sua autonomia e passaram a viver em função das leis que os brancos criavam para eles ou a respeito deles. Saiba sobre os direitos dos índios brasileiros!
História e atualidade – número de índios brasileiros
É difícil afirmar exatamente a origem e a data dos primeiros índios no mundo, mas há algumas teorias. Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente cem milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava a cinco milhões de nativos, divididos em tribos, de acordo com o tronco linguístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia).
Através de pesquisas do órgão oficial do governo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foram registrados cerca de 734.131mil pessoas que se consideravam índios, embora o censo realizado pela Funai estima que esse número seja bem inferior, por considerar como índio apenas aqueles que vivem em reservas, com isso a quantidade cai para 358 mil. Hoje os principais centros de concentração de índios se localizam nas regiões do Amazonas, Nordeste e no Centro-sul e no estado do Mato Grosso do Sul. Saiba a situação dos índios no Brasil. São cerca de 250 etnias indígenas e 180 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural.

Do total de índios, 150 mil estão em idade escolar e são atendidos em escolas de ensino médio e fundamental em suas aldeias ou em municípios próximos. Há também mais de mil jovens indígenas que frequentam diversas universidades e faculdades brasileiras. Parte dessas conquistas está ligada à Fundação Nacional do Índio (FUNAI), um órgão do Governo Federal brasileiro que estabelece e executa a política indigenista no Brasil. Compete à FUNAI promover a educação básica aos índios, demarcar, assegurar e proteger as terras por eles tradicionalmente ocupadas, estimular o desenvolvimento de estudos e levantamentos sobre os grupos indígenas. Mas não se pode afirmar que este trabalho esteja sendo exercido com determinação e transparência. Infelizmente, há muitos obstáculos ainda a serem vencidos.
Tanto a aprender
Os índios, tanto sul-americanos como norte-americanos, têm muito a ensinar aos povos brancos. Suas tradições remontam a uma época em que a sabedoria ancestral era valorizada, a natureza respeitada, os relacionamentos honrados. Seus rituais trazem beleza e força, e estão muito além do que a mente do homem contemporâneo consegue compreender.
O xamanismo, palavra que nasceu com os índios norte-americanos, tem se expandido no Brasil e no mundo, através de pessoas que têm a missão de unir os povos, espalhando e integrando essa cultura ancestral aos dias de hoje. Livros, instrumentos, canções e histórias passadas oralmente, têm influenciado milhares de pessoas das mais diversas culturas e origens, mostrando que não há outro caminho senão a paz entre todas as nações e o verdadeiro respeito das diferenças.
Infelizmente, o mundo ainda está repleto de histórias - antigas e atuais - sobre tentativas de colonização e mau uso do poder. A triste história dos índios, assim como histórias de outros povos, nos mostra que o ser humano tem ainda, muito a aprender sobre amor, respeito e compaixão. A paz só chegará quando este aprendizado evoluir.

Que o Dia do Índio e esta reportagem sirvam como reflexão para pensarmos sobre nossas próprias atitudes de colonização, quando tentamos impor a nossa verdade como algo superior ou melhor do que a verdade dos outros. A mudança começa dentro de cada um!
 Assim dispõe a Constituição Federal de 1988 em seu artigo 231 que, “reconhece aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens”.
Afirmando ainda em seus parágrafos que terras ocupadas pelos índios são as utilizadas para suas atividades produtivas, sendo imprescindível à preservação dos recursos ambientais necessários ao seu bem-estar e a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
Embora o Artigo 231 em seu parágrafo 2º preveja que as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, o parágrafo 3º do mesmo artigo vincula este usufruto à autorização do Congresso Nacional, assim descrito “incluindo os recursos hídricos, potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional”. Sendo as terras de que trata este artigo são  inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas imprescritíveis.
A Constituição Federal de 1988 afirma ainda em seu artigo 20, inciso IX, que os recursos minerais são bens da União, inclusive os do subsolo. Portanto os minerais do subsolo brasileiro pertencem à nação brasileira e não a quem tenha a posse da terra onde se encontre tais recursos, seja indígena ou não.
  Índios que habitavam o Brasil, região de Araraquara e seus arredores; minha Gavião Peixoto.
 

Na véspera da chegada dos europeus à América em 1500, calcula-se que o atual território do Brasil (a costa oriental da América do Sul), era habitado por 2 milhões de indígenas, do norte ao sul.
Segundo Luís da Câmara Cascudo[15], os tupis foram "a primeira raça indígena que teve contacto com o colonizador"[16]. A influência tupi se deu na alimentação, no idioma, nos processos agrícolas, de caça e pesca, nas superstições, costumes, folclore, etc. Os povos do grupo Tupi-Guarani habitavam a região chamada por eles de "Pindorama" (terra das palmeiras), atual região oriental da América do Sul, que habitava o imaginário Tupi-Guarani como terra mítica, uma terra livre dos males. Os arqueólogos acreditam que o mito acerca de "Pindorama" tenha se formado na época das antigas migrações, quando os Tupi-Guaranis se dirigiram para o litoral brasileiro [17]. Sabemos os nomes de alguns dos principais grupos que habitavam Pindorama na véspera da chegada européia (entre eles alguns de origens não-tupi): os potiguaras, os tremembés, os tabajaras, os caetés, os tupiniquins, os tupinambás, os aimorés, os goitacás, os tamoios, os carijós e os temiminós. Os potiguaras habitavam a região entre o Rio Acaraú e o Rio Paraíba e controlavam a navegação fluvial. Durante a conquista, aliaram-se aos franceses, sendo que alguns relatos falam de casamentos entre potiguaras e franceses, envolvendo acordos bélicos anti-portugueses. Os Tabajaras habitavam a margem meridional do rio Paraíba, na região atual do litoral pernambucano. Foram importantes aliados dos portugueses durante a conquista. Os Caetés habitavam a região onde atualmente se encontra o estado de Alagoas. Tornaram-se célebres na História do Brasil por terem devorado o Bispo Sardinha. Os Tremembés habitavam a margem ocidental do rio Acaraú. Os tamoios habitavam a Baía da Guanabara; seus líderes, Cunhambebe e Aimberê, aliaram-se com os franceses no combate aos portugueses. Os carijós habitavam o litoral sul do país. Os tupiniquins habitavam a atual região do Estado de São Paulo, e os Tupinambá a região sudeste do Brasil. Nosso conhecimento do tupi antigo é principalmente baseado na língua dos Tupinambás (embora esses não constituíssem os "principais tupis", como alguns autores apontam).
Os povos tupis viviam em aldeias que reuniam de 600 a 700 habitantes. Algumas aldeias eram fortificadas em razão das guerras inter-tribais. Nenhuma autoridade aparecia com força absoluta ou consideravelmente forte sobre os outros integrantes da sociedade, embora houvessem hierarquias em função do gênero, do mérito guerreiro e dos poderes xamânicos. Os Pajés (Payes em tupi antigo, intermediários entre o mundo religioso e o mundo dos homens) e os Caciques (morubixaba em tupi antigo, chefes guerreiros) ocupavam, em geral, o papel de autoridades das tribos. A subsistência baseava-se na caça e na horticultura. Os homens acreditavam nos bons e nos maus espíritos (tupã, anhang, etc.), que influenciavam os acontecimentos no cosmos. Cada homemtrazia um maracá, no qual acreditavam habitar um espírito protetor de cada indivíduo. Acredita-se que apenas os filhos dos homens mais importantes da tribo fossem enterrados nas urnas funerárias. Os acontecimentos religiosos tinham alcance amplo, e reuniam diferentes etnias. Os antigos indígenas foram responsáveis por inúmeras manifestações artísticas, como peças de cerâmica, danças, canções/poesia (registradas por Léry) e, a que mais impressionou os ocidentais, a plumária extremamente sofisticada e rica. A Literatura Tupi aparece com a chegada da escrita européia, quando missionários passam a escrever em tupi para converter os nativos, e as crônicas transcrevem canções indígenas [18].
Toponímias
A permanência de nomes tupis (tupi antigo, nhe'enga tupi ou língua geral) para nomear diversas regiões do Brasil atual é um indicador da influência da língua indígena na cultura brasileira. Os historiadores de Brasil Colonial concordam que até o século XVIII o tupi era provavelmente a língua mais falada em algumas regiões da América Portuguesa. Nomes de regiões, rios e cidades brasileiras tem suas raízes no período de Pindorama, e no período colonial. Alguns exemplos:
Guaratinquetá = gûyrá-tinga-etá = Muitas Garças
Jacareí = îakaré 'y = Rio dos Jacarés
Piraguá = Pira Kûá = Baía dos Peixes
Araraquara = Arara Kûara = Toca das Araras

No século XVIII, um astrônomo português, em viagem de exploração pelo rio Tietê, se deparou com uma grande cordilheira, cujos reflexos da luz do sol lhe fizeram enxergar uma grande cidade, que ainda não existia. Àquela região os índios guaianá, então seus habitantes, davam o nome de Aracoara (de ará, dia, e coara, toca ou morada).
E foi sob a denominação de Campos de Aracoara, ou Sertão de Aracoara, que entrou para a história a área que abrange desde a margem direita do rio Piracicaba até os confins do norte e oeste do Estado de São Paulo, incluindo os municípios de Araraquara, São Carlos e região e consequentemente abrange Gavião Peixoto.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cortes de Juros: Momento Histórico.

18/04/2012 - 08h00

Bancos privados recuam e preparam taxas de juros menores

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DE SÃO PAULO
Hoje na Folha Depois da polêmica criada na discussão sobre redução do custo dos empréstimos, os bancos privados já indicam que vão aderir à rodada de corte nos juros iniciada pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. Eles esperam, no entanto, a "poeira baixar" para oferecer taxas e tarifas mais competitivas, informa reportagem de Toni Sciarretta e Sheila D'Amorim publicada na Folha desta quarta-feira.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Santander muda avaliação e reduz juros para pequenos empresários
Crédito na Caixa sobe 17% após redução de juros
HSBC segue BB e Caixa e é o 1º banco privado a reduzir juros
O diagnóstico dos bancos é que, se não fizerem nada para reduzir as taxas, vão perder clientes para instituições públicas, sobretudo no atendimento a empresas.
Isso porque as pessoas jurídicas têm a cultura de operar com mais de três bancos e costumam "fazer cotações" antes de tomar empréstimos.
Na semana passada, declaração do presidente da Febraban, Murilo Portugal, indicando que a redução dos juros dependia da adoção de medidas do governo irritou o ministro Guido Mantega (Fazenda). Para a equipe econômica, nenhuma medida será adotada até que os bancos privados mudem de atitude e reduzam os juros.
O presidente da Febraban se desculpou em telefonema ao secretário-executivo do ministério, Nelson Barbosa. Internamente, os banqueiros concluíram que erraram no encaminhamento da questão e que deveriam "ter oferecido" alguma ação em vez de apenas "cobrar o governo".
Leia mais na edição da Folha desta quarta-feira.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Biblioteca Nacional divulga temática Africana.


Biblioteca Nacional lança pontos de leitura para divulgar temática africana

Publicação: 13 de Abril de 2012 às 08:16
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Divulgar a cultura africana por meio de livros específicos sobre o assunto é um dos objetivos do projeto de Pontos de Leitura Temáticos: Ancestralidade Africana no Brasil, lançado na noite de hoje (12) pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

De início serão dez pontos de Leitura espalhados pelas cinco regiões do país, em capitais ou municípios do interior. Cada local terá 1,2 mil livros, sendo a metade referente às temáticas ligadas à matriz africana. Nos pontos haverá também o registro das histórias orais e a produção de material bibliográfico para propiciar a troca de informações entre as comunidades.

O presidente da FBN, jornalista e escritor Galeno Amorim, ressaltou a importância de se divulgar a história e a cultura da África, continente de onde veio grande parte da população brasileira, mas que até hoje ainda é pouco estudado no sistema de ensino oficial.

"É preciso sempre lembrar que o Estado brasileiro tem uma dívida histórica muito grande com o povo negro. O Brasil tem que fazer políticas afirmativas e procurar formas de resgatar essa dívida. É no campo da cultura que se enfrenta o racismo e se cria novas formas de buscar maior integração da sociedade. E os livros têm papel preponderante nesse processo", disse.

O projeto é coordenado pela FBN, com a participação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

Amorim explicou que os pontos de leitura são menos institucionais que as bibliotecas e podem ser instalados de maneira mais informal em locais representativos para a comunidade, desde associações até centros culturais ou religiosos. Após a implantação dos pontos de matriz africana, haverá a continuidade do projeto, mas direcionado às comunidades indígenas.

Durante a solenidade, na Biblioteca Nacional, também houve o lançamento do livro Contos e Crônicas do Mestre Tolomi, escrito por Paulo Cesar Pereira de Oliveira, trazendo uma narrativa sobre a tradição Yorubá, que veio para o Brasil com os escravos da região onde hoje é a Nigéria e continua disseminada no país, seja por meio da culinária, da cultura ou do idioma.

"Nós temos uma lei [federal], a 10.639 [de 2003], que obriga o ensino da história da África e dos afro-descendentes na escola. E esse livro visa justamente a contribuir com isso. São cinco contos localizados dentro da tradição Yorubá, na Nigéria, e também um minidicionário Yorubá-Português. Nós temos a lei, mas ela não está sendo aplicada. Então esse livro vem como contribuição à aplicação da lei", destacou.

*Fonte: Agência Brasil