sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Câmara da Argentina aprova lei de imprensa antimonopolista

Ao fim de um braço-de-ferro com a oposição conservadora, o governo da presidente Cristina Kirchner aprovou na madrugada desta quinta-feira (17), por "um número contundente e importante" de votos, a nova lei de comunicação audiovisual. De conteúdo antimonopolista, o projeto é alvo de uma campanha dos barões da mídia local. Após 14 horas de debate, foram 146 votos a favor e três contra, pois a oposição conservadora se retirou do plenário.

Segundo o líder da bancada do governo, deputado Agustín Rossi, a lei "é profundamente antimonopolista, propicia uma maior quantidade de vozes e que estas vozes tenham a mesma potência. Propicia uma sociedade mais democrática, com maior quantidade de opções", mas "não coloca a destruição da grande empresa, mas a convivência entre a grande empresa e as empresas pequenas."

O projeto, com 157 artigos, aumenta a regulação dos meios de comunicação audiovisuais por parte do Estado. Entre outras coisas, estabelece que uma mesma empresa não pode possuir canais de TV aberta e a cabo; também reduz de 24 para dez o limite das concessões de rádio e TV em mãos de um mesmo proprietário; e cria uma entidade de supervisão das comunicações, com a presença da sociedade civil e do governo.

Para a oposição, lei é "a mais fascista"
"Tivemos um empenho especial em não nos intrometermos nos conteúdos, cada um tem que dizer o que realmente quer e o que realmente pensa", disse Rossi. Ele considerou "um grave erro" a oposição ter abandonado a votação. "Lamento muitíssimo que a oposição tenha se retirado. Creio que é um grave erro, pois nossa essência como parlamentares é o debate", criticou.

Já o governador de Buenos Aires e figura mais em evidência da oposição, Mauricio Macri, disse que a lei é "um retrocesso". Qlassificou-a como "a mais fascista que este país já teve" e queixou-se de que "nunca houve diálogo entre o oficialismo e a oposição.

A oposição continuará no Senado a tentativa de derrubar a lei de comunicação audiovisual, vista como uma resposta da presidente ao cerco midiático que seu governoenfrenta. Macri, que fez suas declarações em um evento com a presença do ex-primeiro ministro direitista da Espanha, José María Aznar, transferiu para a Câmara Alta as suas esperanças.

"Estamos observando com atenção o que vão fazer os senadores e esperamos que não nos desapontem, que realmente ponham um freio nesse avassalamento da liberdade de expressão e a esse governo fascista que atropela a todo mundo", declarou.

A "sábia decisão" de Cristina
Outra opção oposicionista é tentar recolocar o tema em discussão na Câmara depois de 10 de dezembro próximo, quando muda a composição da Casa, com a posse de um número maior de oposicionistas. Rossi, porém, lembrou que a base do governo "continuará a ser maioria" na próxima legislatura e que "todo o arco político" votou a favor da lei.

"Se vierem com revanchismo não será fácil para eles, além de ser um erro", disse o líder do governo. Ele opinou também que "não é boa prática institucional" revisar uma lei apenas devido ao início de uma nova legislatura.

Durante o processo de tramitação, Cristina optou pela "sábia decisão", segundo Rossi, de eliminar artigos do projeto que afetavam os interesses das poderosas telefônicas, de capital multinacional. Com isso, ganhou apoios de centro-esquerda e isolou os defensores dos barões da mídia locais, tendo à frente o poderoso Grupo Clarín, hoje em guerra aberta com o casal Kirchner.

No entanto, até a tarde da quarta-feira ainda não estava nítida uma vitória governista. Líderes da base de Cristina chegaram a cogitar uma manobra que suspendesse a sessão e impedisse o teste de forças.
Fonte: Vermelho


Grupo Clarín S.A. é o maior conglomerado de multimídia da Argentina, fundado em 1999 por Ernestina Herrera de Noble, viúva deRoberto Noble. Do grupo fazem parte o Diario ClarínTodo NoticiasRadio Mitre e o Canal 13, entre outros. Além de Ernestina de Noble, os principais acionistas do grupo são Héctor Magnetto, José Antonio Aranda e Lucio Rafael Pagliaro, que juntos detêm 70% do capital. O restante se divide em 9% da Goldman Sachs e 9% do Governo argentino.

[editar]História


Diario Clarín de 1952
Embora o grupo está montada como recentemente, em 1999, a história do grupo remonta a 1945, quando Roberto Noble fundou o jornal Diario Clarín. Depois da morte do Noble, a sua viúva, Ernestina de Noble, assume a liderança do jornal em 1969. Em 1976, a primeira filial do Clarín, as Artes Gráficas Gráficas Rioplatense (AGR). Quase uma década mais tarde, em 1982, ano seguinte, o Clarín, juntamente com o diário La Nación e La Razón, tomar acções no lixo Newsprint erraticamente. A revista participa na criação da agência de notícias e Diarios Noticias (DYN) em 1982. Em 1990, com a privatização de vários meios de comunicação social, Clarín começa a se expandir em outros meios de comunicação. Primeira adquiridos Miter Rádio. Então comprar Canal 13 através da sua filial radiodifusão Argentino Arte (arte). Também empreendimentos no negócio de televisão por cabo Multicanal, em 1992. Um ano mais tarde, ARTEAR lança dois novos canais por cabo. São tratadas no Tudo Notícias (TN) e Back, que transmite programas e histórica série de televisão argentina. Em 1996 surge a versão online do Clarín e sai para a rua Diario Olé especializada em esportes. Portal Internet da cidade foi fundada em 1997. Nesse mesmo ano, a Companhia também cria Inversora Media SA (CIMECO), juntamente com o diário La Nación. A empresa administra a manhã no interior do país, incluindo La Voz del Interior e dos Andes. O grupo foi formalmente constituída como Clarín Companhia em 1999 e introduzido como um accionista minoritário no Goldman Sachs. Em 2000, o grupo comprou o jornal La Razón, está associada à produção televisiva empresa Pol-ka e está envolvida nas acções do filme Patagonik. Entre 2005 e 2007, o Grupo Clarín adquiridos Cablevisión (Argentina), TV Cabo fornecedor que concorre com a Multicanal. Em seguida, fundir as duas empresas juntas e têm um serviço de Televisão Digital.
Argentina's opposition Grupo Clarin plans to exhaust legal remedies defending its business
Published October 30, 2012
Associated Press
BUENOS AIRES, Argentina –  Grupo Clarin executives said Tuesday that they plan to exhaust every legal means possible of defying the Argentine government's Dec. 7 deadline for submitting plans to dismantle the media company that has become President Cristina Fernandez's leading critic.
The conglomerate is entirely focused on persuading the courts to extend an injunction barring enforcement of Argentina's law against media monopolies, company spokesman Martin Etchevers told foreign correspondents he invited to the headquarters of Clarin newspaper.
Grupo Clarin also owns television and radio stations, creates broadcast content, and provides access through its cable network to television channels and the Internet.
Argentina's congress passed a media reform law three years ago in the name of encouraging diversity in the country's media industry. Supporters argued that putting too much power in the hands of a few private companies is harmful in a democracy. But Clarin executives argued Tuesday that in reality, the law was designed with one goal in mind: destroying the president's leading critic.
"This government can't handle the existence of independent entities that can have an influence in society," Clarin editor Ricardo Kirschbaum said. "It seems to me that the government simply wants to have political control over the media. ... and I think that what' they're trying to achieve is the beginning of a process that enables them to hold onto power indefinitely."
The government has announced that it will auction off the broadcast licenses of any media company failing to show how it will comply with ownership limitations by the deadline.
But the group's Cablevision CEO Carlos Moltini said the company needs to grow even bigger to remain independent in the face of government threats and favoritism to its competitors. The cable network has invested $1.2 billion and hired 10,000 workers who have helped bring high bandwidth connections to millions of Argentine homes in recent years, he said.
Meanwhile, Cablevision's competitors — who are vying to bundle similar services through telephone lines and satellite signals — face no limits under the media law, and in a few years, most customers will be able to receive any content they want through the Internet. This is a main reason why the Clarin executives argue that the law is not only unconstitutional, but poorly conceived.
If Clarin doesn't grow stronger and quickly, they said, foreign companies could easily control the vast majority of the content reaching Argentine homes.


Read more: http://www.foxnews.com/world/2012/10/30/argentina-opposition-grupo-clarin-plans-to-exhaust-every-legal-remedy-defending/#ixzz2B6IPcaLP
TRADUÇÃO
Oposição da Argentina Grupo Clarín pretende esgotar os recursos legais defender seu negócio
Publicado em 30 de outubro de 2012
Associated Press
BUENOS AIRES, Argentina - executivos Grupo Clarín disse terça-feira que pretende esgotar todos os meios legais possíveis de desafiar o governo argentino de 07 de dezembro prazo para apresentação de planos para desmantelar a empresa de mídia que se tornou o principal crítico da presidente Cristina Fernandez.
O conglomerado é totalmente focado em convencer os tribunais a estender uma aplicação liminar a restrição de direito da Argentina contra os monopólios de mídia, o porta-voz Martin Etchevers disse correspondentes estrangeiros, ele convidou para a sede do jornal Clarín.
Grupo Clarín também possui estações de televisão e rádio, cria conteúdo de transmissão, e fornece acesso por meio de sua rede de cabo para canais de televisão e da Internet.
Congresso da Argentina aprovou uma lei de reforma da mídia há três anos, em nome de incentivar a diversidade na indústria de mídia do país. Os defensores argumentaram que colocar poder demais nas mãos de poucas empresas privadas é prejudicial em uma democracia. Mas os executivos do Clarín argumentou terça-feira que, na realidade, a lei foi projetado com um objetivo em mente: destruir o principal crítico do presidente.
"Este governo não consegue lidar com a existência de entidades independentes que podem ter uma influência na sociedade," Clarín editor Ricardo Kirschbaum disse. "Parece-me que o governo simplesmente quer ter o controle político sobre os meios de comunicação .... e eu acho que o que eles estão tentando alcançar é o início de um processo que lhes permite manter no poder indefinidamente."
O governo anunciou que vai leiloar as licenças de transmissão de qualquer empresa de mídia não para mostrar o modo de cumprir com as limitações de propriedade dentro do prazo.
Mas o grupo Cablevision CEO Carlos Moltini disse que a empresa precisa para crescer ainda mais para permanecer independente em face de ameaças do governo e favoritismo aos seus concorrentes. A rede de cabos já investiu US $ 1,2 bilhões e contratou 10.000 trabalhadores que ajudaram a levar conexões de banda larga para milhões de lares argentinos nos últimos anos, disse ele.
Enquanto isso, os concorrentes Cablevision - que estão competindo para agregar serviços similares através de linhas telefônicas e sinais de satélite - não enfrentam limites sob a lei de mídia, e em poucos anos, a maioria dos clientes serão capazes de receber qualquer conteúdo que eles querem através da Internet. Esta é a principal razão por que os executivos Clarín argumentam que a lei não é apenas inconstitucional, mas mal concebido.
Se Clarin não cresce mais forte e rapidamente, eles disseram, as empresas estrangeiras poderiam facilmente controlar a maioria do conteúdo atingindo casas argentinos.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Gavião Peixoto - SP "Sobrevôo de ultraleve"; Minha Linda Gavião Peixoto.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Gavião Peixoto: Gustavo Martins Piccolo Prefeito eleito com 64,15% dos votos válidos.

GUSTAVO MARTINS PICCOLO

DADOS ELEITORAIS

Cargo disputadoPREFEITO
Situação da candidaturaDEFERIDO
Município onde concorreGAVIÃO PEIXOTO
UF onde concorreSP
Nome na urnaGUSTAVO PICCOLO
Número eleitoral31
Nome do partidoPARTIDO HUMANISTA DA SOLIDARIEDADE
Sigla / Nº do partidoPHS / 31
Nome do viceJOÃO ALCIDES
Partido do vicePARTIDO DOS TRABALHADORES (PT)
Coligação'GAVIÃO DE CARA LIMPA' (PT / PHS / PV)

1º TURNO           2.067 VOTOS    Eleito

GENTE NOSSA

GUSTAVO MARTINS PICCOLO


Indicado pelo PHS (Partido Humaninsta da Solidariedade) ao cargo majoritário nas Eleições 2012, o nosso entrevistado no GENTE NOSSA do Portal da Cidade de Asas é Gustavo Martins Piccolo, que gerou inúmeros comentários em nosso mural e após solicitações o GPX ONLINE traz uma entrevista exclusiva, confira: 

Filho de Hamilton Piccolo e Dulcelina Martins Piccolo nasceu em Araraquara e lá morou até os quatro anos. Gustavo salienta que sobre este período não lembra absolutamente nada, mudou para Itápolis, cidade que ficou até completar 8 anos. “Também me recordo muito pouco desta etapa, a não ser por breves retratos iconográficos. Sei que vinha sempre para Gavião aos finais de semana na casa de meus avós, mas as imagens são longínquas e de difícil recuperação mnemônica” comenta Piccolo. 

GPX ONLINE: A partir daí você pode traçar como foi sua infância até os dias de hoje? 
Gustavo: Minha biografia, partindo do pressuposto que a vida começa onde efetivamente lembramos de nossos atos, inicia a ser desenhada na cidade de Nova Europa. Dos 8 aos 18 anos aquela foi minha morada de segunda a sexta. Aos sábados e, fundamentalmente, aos domingos estava sempre em Gavião. Meu avô (Paulo Piccolo), ainda vivo à época, possuía um mercado na cidade, hoje casa de rações. Mas, no fundo o que mais gostava era de estar junto com a família de minha mãe. Meus avós maternos já haviam falecido, contudo, existia uma verdadeira penca de primos (são tantos que é difícil enumerar) com os quais jogava bola na rua em que até hoje mora minha tia Odila e Edmundo e, em algumas vezes, no campo municipal. 
Dessa época eu me lembro bem, do dedão estropiado todo domingo, da canela roxa e joelho ralado. Da bola na casa da Dona Vani, etc. Na minha adolescência descubro minha maior paixão, o basquete, prática esportiva que me encanta até os diais atuais e responsável por alguns dos melhores amigos que cultivo em minha vida. 
Como toda boa adolescência é desta época que acabo por formar meus principais gostos e costumes. Sou tranquilo, gosto de filmes, mulheres, esportes e literatura, não muito diferente do que a imensa maioria dos garotos. Nada muito especial. Do que não gosto.... Detesto ver o Palmeiras perder, embora esteja virando uma desagradável rotina (o time ruim), e também de perder. Sou competitivo ao extremo. Esses costumes, formados há mais de uma década, são mantidos intactos. Nada a retirar. 
Passemos agora para a idade adulta, já vivida nesta cidade. Mudei para Gavião com 18 anos, mas foi uma mudança um tanto quanto simbólica. Já havia entrado na UFSCar para cursar Educação Física, sendo assim, me dividi de segunda a sábado em São Carlos e aos domingos em Gavião, dia em que visitava meus pais, tios e ia a igreja, prática que guardo até os dias atuais. Quem quiser me achar é muito fácil, estou todo domingo das 19h30min as 21h00min na missa, agora comandada pelo padre Ériko. Voltando a formação acadêmica. Concluo a licenciatura em Educação Física em 2005, o bacharelado em 2006. 
Os dois últimos anos de curso representam uma mudança brusca em minha vida. Do esportista e ex-jogador de basquete nasce o apaixonado pelas leituras. Em 2006 adentro na rede estadual de ensino, cidade de Araraquara, para ministrar Educação Física e também no mestrado em Sociologia da Educação (a preocupação com a Educação Física havia ficado para trás, agora estudava Política, Antropologia, Filosofia e Sociologia), intensificando ainda mais os estudos. Defendo minha dissertação sobre preconceito em 2008, ano em que deixo as fronteiras do país para me tornar durante um período de 4 meses pesquisador visitante na Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha) e na Universidade de Coimbra (Portugal). Concomitante a essa época, começo a produzir artigos para importantes periódicos, além de ministrar palestras, aulas presenciais e a distância em universidades das mais distintas regiões, do norte ao sul. Das públicas (como a UFSCar) às particulares. 
Em 2009 inicio meus estudos de doutorado também na UFSCar, agora investigando a Sociologia da Educação Especial, temática nova e de base londrina. Atualmente me encontro no estágio final do doutorado. Hoje, além de professor efetivo da rede estadual em Araraquara e substituto na Conselheiro Gavião Peixoto, sou parecerista das revistas acadêmicas Motriz; Revista Brasileira de Educação Física; Psicologia e Sociedade; Educação e Sociedade e Revista Educação Especial. Possuo 2 livros, 21 artigos científicos, escritos em português, inglês, espanhol, francês e catalão, e ainda duas cartas de aceitação de estudos pós-doutorais, uma na Oxford University e outra na Univesity of London (ambas na Inglaterra). Creio que seja isso. 

GPX ONLINE: Como recebeu a sugestão do seu nome ao cargo de prefeito? 
Gustavo:Com surpresa, mas intensa alegria pela confiança depositada e sabedor dos desafios que se avizinham em tal contenda. A escolha foi tomada no seio do quadro do partido - PHS (Partido Humanista da Solidariedade) e representa uma vontade coletiva. Sei que o caminho é tortuoso e repleto de desafios, entretanto, não tememos galgar suas escarpas abruptas. Preparei-me intensamente para tanto e sei que posso exercer a função com a máxima dignidade e, mais do que isso, colocando o bem do coletivo, acima de qualquer interesse. 

GPX ONLINE: Em que área Gavião Peixoto está mais carente de mudanças? 
Gustavo:Como município recém-emancipado e ainda em sua adolescência, Gavião Peixoto apresenta várias carências. Listá-las aqui seria um exercício demasiado extenso. Seria mais coerente e adequado, configurar a apresentação de alguns pontos específicos. Primeiramente, precisamos de vida social intensa, mais cultura, lazer, diversão e convivência em comunidade. É inadmissível que os jovens da cidade, caso queiram sair à noite (e a maioria quer, sou jovem e sei disso), tenham de se deslocar sempre para outras localidades, apenas para citar o exemplo mais gritante. Segundo, precisamos de um serviço público de excelência e isto não se consegue sem que os funcionários, principalmente os concursados, sejam de fato valorizados em termos materiais e subjetivos, econômico e cultural, ainda que tais se relacionem em tons dialéticos. Terceiro, e o mais importante, se faz urgente colocar o coletivo a frente de todos os interesses. É preciso enriquecer o povo, com cultura, trabalho, educação, arte e serviços públicos de excelência, além do fortalecimento político local. Um governo do povo, pelo povo e para o povo, equação jamais resolvida ao longo da história de Gavião Peixoto, cansada de ser utilizada por objetivos interesseiros e egoístas e, portanto, carente da necessidade de um novo tempo real, democrático e sensível em cada lar deste município. 

GPX ONLINE: De que forma essas carências apontadas podem ser resolvidas? 
Gustavo: A pergunta é extremamente complexa e a resposta, por incrível que pareça, simples. Seriedade, responsabilidade, desprendimento pessoal, ética e respeito ao povo, do cidadão mais simples, ao mais abastado. Pensar no coletivo antes de tudo e, jamais, se comprometer a ganhar uma eleição a qualquer custo, pelo dinheiro, poder ou promessas vazias que lesam o povo posteriormente. Pode parecer demasiado pueril, mas, Gavião jamais teve um candidato eleito que, de fato e direito, tomou estas questões como norteadoras do ser político em essência, para nos valermos de um termo do genial Florestan Fernandes, importante sociólogo e político brasileiro. 

GPX ONLINE: Algum assunto que você gostaria da abordar como prioritário em sua possível campanha? 
Gustavo: Claro. Respondo esta pergunta com outra pergunta. Qual a maior riqueza de nossa cidade? Muitos dirão as obras monumentais, a cana, a laranja, a nossa natureza como aponta nosso brasão. Respondo de forma diferente: Nossa maior riqueza são as pessoas que aqui habitam. Os pequeninos que anseiam um futuro melhor. Seus pais que trabalham o dia todo e precisam de uma cidade mais vibrante, menos egoísta e, acima de tudo, que pense neles, com possibilidades efetivas de emprego que transcendam estabelecidos hodiernamente. Os jovens que imploram por vida social, parcela esquecida e lembrada apenas em anos eleitoreiros. Os funcionários, que precisam ser valorizados e incentivados. Não se trata de aumentar o número ou prometer novas contratações. Isso não o faremos, seria indigno de quem proclama mudança e equidade! Queremos cuidar bem dos que lá se encontram e oferecer todas as condições para o desenvolvimento do melhor trabalho possível, pois afinal de contas, o verdadeiro patrão é a população. Queremos e podemos ter uma cidade mais humana e solidária. 


GPX ONLINE: Deixe uma mensagem aos nossos internautas? 
Gustavo: Caros colegas, não temos dinheiro, tampouco padrinhos políticos tradicionais. Não compraremos votos, nem vantagens pessoais e nem negociamos o futuro de nossa cidade. Para muitos, isso pode ser um empecilho, para nós, é marca incondicional de liberdade. Sinal de nossa diferença e compromisso com o povo e o seu bem-estar. Queremos ser ouvidos pelas ideias e a proposta de uma nova postura política, inclusiva, com justiça social e zelo pelo erário público, fonte de todas conquistas. Aos que desejarem moralidade política e administrativa, transformação com responsabilidade, ética e dedicação, estaremos de braços e coração abertos, para juntos, construirmos pelas urnas, uma Gavião de cara nova! 

Bate-Bola 
Data de Nascimento: 08 de Julho 
Amigo: Meu pai 
Banda: U2 
Cantor: Chico Buarque 
Música: MPB 
Defeito: Extremamente competitivista 
Esporte: Basquete 
Time: Palmeiras 
Filme: Gladiador 
Herói: Che Guevara 
Nunca: entender a desigualdade e miséria como natural 
Odeio: o preconceito e a arrogância dos que estão no poder 
Loucura: ah, isso eu não posso contar 
Qualidade: Dedicado, íntegro 
Signo: câncer 
Último desejo: que a fome seja finalmente extirpada da humanidade. 
Um Lugar: Vou citar três: Barcelona (beleza histórica); Monte Roraima (beleza natural) e Gavião Peixoto (recôndito de minha paz espiritual). Todos marcantes em minha vida. 
Homem Bonito: Meu pai (se falar outro a galera vai pegar no meu pé) 
Mulher Bonita: Ellen Roche 
Homem Inteligente: Leonardo Da Vinci 
Mulher Inteligente: Minha mãe (é curioso falar, mas com seu pouco estudo resolve todas as questões de casa. Qualquer problema lá está ela. É uma inteligência prática de fino trato e que me encanta) 
Frase de Vida: Me permita citar três, pois são complementares, todas do herói supracitado: “Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira”; “Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados”; “Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida” 
Uma mensagem para o futuro: Gavião está na hora de mudança. Não basta ser alado e permanecer preso em uma inescapável gaiola. Levantemos. Aqueles que estão no poder não deterão a próxima primavera. Lutem conosco. 

O que você acha do GPX ONLINE? um meio cardeal ao esclarecimento das questões que envolvem a cidade como um todo, políticas, culturais e econômicas. Espaço democrático e fundamental para a consolidação de um processo societal efetivamente emancipatório. 

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As informações que estão publicadas nesta página, são de total responsabilidade do entrevistado e não representam necessariamente a opinião do site. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

http://www.causaindigena.org/


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Velho problema, novos desafios: Redução da pobreza inaugura segunda fase do combate ao trabalho infantil


O Brasil cresce e tira famílias da pobreza, mas o trabalho de crianças e adolescentes persiste como marca da nossa sociedade. Agora, ele avança para as classes médias e atividades urbanas

Por Maria Denise Galvani, da Repórter Brasil

Em dez anos, o Brasil tirou quase 530 mil crianças e adolescentes de situações de trabalho e os devolveu às suas atividades de direito: estudar, brincar e se desenvolver. Outros 3,4 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos ainda trabalham no país, segundo a última análise do IBGE, baseada no Censo de 2010.
Em estimativa mais abrangente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, no ano de 2011, são 3,6 milhões de crianças de 5 a 17 anos trabalhando – ou 8,6% da população nessa faixa de idade.*
Principal região de aplicação das políticas de combate à pobreza, o Nordeste apresentou os melhores índices de redução do trabalho infantil entre 2000 e 2012. Foto: Leonardo Sakamoto
A modesta redução de 13,4% no número de crianças e adolescentes trabalhando apontada pelo Censo entre 2000 e 2010 poderia ser um alento, não fossem alguns poréns. Justamente na faixa mais vulnerável dessa população – as crianças de 10 a 13 anos, para quem qualquer tipo de trabalho é proibido –, a ocorrência do problema chegou a aumentar 1,5% (são 710 mil crianças nessa idade, quase 11 mil a mais que em 2000).
No levantamento da PNAD, em todo o Brasil havia 89 mil crianças de 5 a 9 anos e 615 mil de 10 a 13 anos trabalhando na semana da pesquisa – mais de 700 mil crianças no total, o que equivale a pouco menos que a população da cidade de João Pessoa.
A mão de obra de quase 2,7 milhões de jovens entre 14 e 17 anos, apesar de menos freqüente que há dez anos (os adolescentes que trabalhavam eram então 3,2 milhões), é empregada de maneira irregular e em atividades perigosas. Segundo a legislação brasileira, jovens de 14 e 15 anos só podem trabalhar na condição de aprendizes; os de 16 e 17 anos, em atividades que não sejam perigosas ou degradantes, protegidos por uma série de condições.

Novo perfil do trabalho infantil

Se comparada a condição atual à do início dos anos 90, quando a Organização Internacional do Trabalho (OIT) começou a monitorar a questão no Brasil, o trabalho infantil hoje é mais urbano e menos rural e atinge, na média, crianças mais velhas que há 20 anos. Essas crianças enfrentam, em sua maioria, uma dupla jornada de escola e trabalho com a própria família, que nem sempre está em situação de pobreza.
“Se anteriormente a pobreza era um dos determinantes do trabalho infantil, hoje esta relação está menos clara”, analisa Renato Mendes, coordenador do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil da OIT no Brasil. “Quase 40% das crianças e jovens que trabalham não estão em famílias que vivem abaixo da linha de pobreza.”
O trabalho infantil e juvenil migrou para áreas urbanas, especialmente na informalidade, em atividades degradantes. Foto: Leonardo Sakamoto
Isso denota, na opinião de Renato, uma mudança de motivação, principalmente por parte dos adolescentes. “Antes o jovem trabalhava para complementar a renda básica da família, hoje trabalha para ter acesso aos bens resultantes do desenvolvimento, como um celular ou uma roupa de marcar. Muitas vezes o trabalho infantil e juvenil está mais ligado à necessidade de inclusão social e menos à sobrevivência”, afirma.
A posse de bens de consumo e o trabalho precoce vistos como forma de inclusão social evidenciam que falta oferta de atividades socioculturais para crianças e jovens. Parte desse vazio poderia ser preenchido com acesso a escola de qualidade e à convivência com outras crianças em espaços de cultura, lazer e esporte – modelo que se convencionou chamar de “educação em tempo integral”.
“Existe uma visão equivocada de que crianças e adolescentes têm que trabalhar. Uma frase que ouvimos muito é: ‘Melhor a criança trabalhar do que roubar’, como se não houvesse uma terceira opção”, diz o promotor Carlos Martheo Guanaes, membro auxiliar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), organizador do último seminário no Judiciário para debater o tema, em agosto deste ano. A abordagem da educação em tempo integral nas futuras políticas públicas para as famílias seriam a principal aposta para processar essa mudança cultural.
“Houve no Brasil, nos últimos cinco ou seis anos, uma perda de foco no combate ao trabalho infantil. Até pouco tempo se acreditava que o problema todo era reduzir a pobreza, que a transferência de renda bastaria”, avalia Isa Maria de Oliveira, secretária-executiva do Fundo Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI). Hoje se sabe, segundo ela, que o problema é mais complexo que a pobreza material.
Embora reconheçam que a melhoria da renda dos brasileiros, em grande parte como consequência da ampliação do programa Bolsa Família, tenha impactado positivamente na redução do trabalho infantil, a estratégia dada hoje como mais efetiva envolve o tripé transferência de renda, escola de qualidade e oferta de políticas educacionais, culturais e esportivas para crianças e adolescentes.
“É preciso empoderar as famílias para que elas cumpram suas obrigações com as crianças. Os programas de transferência de renda são um marco positivo da última década, expressivo num primeiro momento. Mas é preciso também oferecer a educação integral, para convencer os pais de que as crianças estarão em segurança, em atividades adequadas para sua idade, enquanto eles trabalham”, resume Isa Maria.

Realidades regionais

Estudo dos microdados dos censos do IBGE de 2000 e de 2010 feito pela OIT permitiu identificar em quais regiões do país a atual política de redução do trabalho infantil surtiu mais efeito.
A única região onde todos os Estados registraram redução do número de crianças de 10 a 13 anos trabalhando foi o Nordeste – queda de 14,96% nessa faixa de idade, e de 23,28% entre crianças e adolescentes de 10 a 17 anos.

“O desempenho do Nordeste mostrou a eficácia da política pública de transferência de renda, já que é a região onde ela foi melhor implementada. Isso explica também porque, hoje, não há crianças trabalhando na maioria das famílias pobres do Brasil”, afirma Renato, da OIT. Ainda assim, a região concentra cerca de 30% das crianças e adolescentes que trabalham no Brasil, grande parte deles na agricultura familiar ou em serviços domésticos. “O Nordeste era a região onde o problema era mais crítico, daí também a relevância dos resultados positivos”, completa Isa Maria.
Em todas as outras regiões do Brasil, o número de crianças entre 10 e 13 anos trabalhando aumentou. Nos Estados do Norte e do Centro-Oeste, esse aumento é de mais de 25%.
Com exceção de Rondônia, todos os Estados da região Norte viram o número de crianças e adolescentes que trabalham aumentar entre 2000 e 2010. “O Norte é uma região em que ainda há dificuldade de acesso dos instrumentos da política pública federal, com municípios longínquos, escolas mais distantes dos domicílios, períodos de chuva, transporte difícil. Nessa região, a política pública precisa de uma contextualização melhor”, analisa Renato. Predominam nesta região, segundo ele, o trabalho de crianças no extrativismo, agricultura e no trabalho doméstico.
Nas regiões Centro-Oeste e Sul, onde a agroindústria se desenvolve,o que preocupa é principalmente o emprego de adolescentes nas fazendas em atividades perigosas, listadas entre as piores formas de trabalho infantil reconhecidas pelo Brasil em 2008 – como a operação de máquinas e veículos agrícolas, manuseio de defensivos químicos ou a extração e colheita de culturas que desprendem resíduos nocivos à saúde.
“A taxa de ocupação de adolescentes no Centro-Oeste e no Sul é altíssima, e caiu pouco em comparação com outras regiões do país”, avalia Renato. Isa Maria concorda: o trabalho infantil na agricultura familiar, típico da cultura dos imigrantes, persiste e migrou para o agronegócio. “O trabalho desprotegido desses jovens cria um desenvolvimento irresponsável na região”, diz ela.
Na região Sudeste, de maior concentração urbana, e nas regiões metropolitanas do país, crianças e adolescentes trabalham principalmente no setor de comércio e serviços informais – como ambulantes, no trabalho doméstico, no setor de transportes, confecção, manutenção e outras atividades terceirizadas. Daí a importância, alertam os especialistas, de as empresas conhecerem sua cadeia produtiva e não pactuarem com a violação dos direitos expressos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Na década de 90, as regiões Sul e Sudeste foram as que registraram melhor desempenho no combate ao trabalho infantil, mas na década seguinte foram as que menos municipalizaram os instrumentos da política pública federal. Por isso, o índice voltou a crescer em algumas faixas de idade ou não diminuiu tanto quanto o esperado”, diz Renato. De acordo com ele, o retrocesso da questão no Sudeste – onde aumentou mais de 15%, entre 2000 e 2010, o número de crianças de 10 a 13 anos que trabalham – deve-se à omissão dos governos locais em implementar os programas federais direcionados, como o Bolsa Família e Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), ou em elaborar uma política regional para substituí-los.
Na avaliação de Renato, Isa Maria e do promotor Carlos Martheo, o Brasil se encontra num momento decisivo para repensar as políticas de combate ao trabalho infantil e atacar o problema em toda a sua complexidade.
Campanha lançada pela OIT Brasil e pelo FNPETI no último dia 12 de junho, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, busca convencer famílias e empresários de que explorar ou conviver com o trabalho infantil é uma violação dos direitos humanos. “Não é possível que, em plena fase de desenvolvimento, com o Brasil entre as oito maiores economias do mundo, o problema persista. É uma situação epidêmica, que demanda ação imediata”, conclui Renato.

* Enquanto a PNAD é uma pesquisa feita anualmente por amostragem (em domicílios de 1.100 municípios brasileiros, no ano de 2011), o Censo tenta se aproximar do universo total de famílias entrevistando um número consideravelmente maior de pessoas, em todas as cidades brasileiras.
Apesar de o Censo não considerar o trabalho de crianças menores de 10 anos,de  fora da População Economicamente Ativa (PEA), é um instrumento importante de análise das políticas sociais por retratar o quadro do mercado de trabalho brasileiro com mais precisão.
Sempre que não for mencionada a PNAD no texto, os dados se referem ao Censo.

 

Presidente golpista pode sofrer impeachment no Paraguai

Senadores paraguaios estudam a possibilidade de abrir um processo de impeachment e de iniciar ações penais contra o presidente Federico Franco pelas irregularidades em sua declaração de bens e pelo aumento de 700% de sua fortuna pessoal em apenas quatro anos. Franco assumiu a presidência depois de um golpe constitucional contra Fernando Lugo, que foi destituído após um julgamento político de apenas 24 horas. O jornal Ultima Hora denunciou que seu patrimônio aumentou de 150 mil dólares, em 2008, para mais de um milhão de dólares, em 2012.

Buenos Aires - Senadores paraguaios estudam a possibilidade de abrir um processo de impeachment e de iniciar ações penais contra o presidente Franco pelas irregularidades em sua declaração de bens e pelo aumento de 700% de sua fortuna pessoal em apenas quatro anos. Franco assumiu a presidência depois de um golpe constitucional contra Fernando Lugo, que foi destituído após um julgamento político que durou apenas 24 horas.

Franco justificou ontem o aumento de seu patrimônio nos últimos quatro anos, desde que chegou à vice-presidência, em 2008. O jornal Ultima Hora denunciou que seu patrimônio aumentou de 150 mil dólares, que declarou em 2008, para um pouco mais de um milhão de dólares, em 2012.

“Houve um grave erro desde o ponto de vista da avaliação de meu imóvel”, disse Franco em uma coletiva de imprensa. O mandatário disse que pediu uma nova auditoria à Controladoria da Nação, o órgão encarregado dessa tarefa.

O pronunciamento dos legisladores, que ainda não foi apresentado ante o Parlamento, ocorreu logo depois da declaração de Franco à Controladoria, em agosto passado, se converter em uma verdadeira tormenta política.

O senador do Partido País Solidário, Carlos Fillizola, considerou que a descoberta do aumento do patrimônio pessoal de Franco “somada às acusações anteriores de nepotismo existentes contra ele, justificam que ele seja submetido a um julgamento político”.

Por sua parte, o senador Hugo Estigarribia, do Partido Colorado, avaliou que a Procuradoria deve investigar Franco, porque suas justificações sobre o tema “não o eximem da correspondente responsabilidade penal pelo ocorrido e ele pode ser acusado de ter prestado falsa declaração”.

Paralelamente, o Procurador Anticorrupção, Carlos Arregui, disse que, apesar da tentativa de Franco de “arrumar” sua declaração de bens, a Controladoria pode determinar que isso não é compatível com os fatos e, neste caso, o Ministério Público abrirá uma investigação penal.

Tradução: Katarina Peixoto

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